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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Namoro à Distância

Namorar morando em cidades diferentes.

Eu vivi isso por um ano e meio, eu no interior e ele na grande São Paulo. Eram 276 km de separação, uma parada no posto de gasolina para lanche e toalete, mais outra parada em São Carlos. Assim era o itinerário do ônibus que ou eu ou ele pegávamos todos os finais de semana, sem furar nenhum. Araraquara - São Paulo, São Paulo - Araraquara.

Também conversamos longamente por telefone, todos os dias, logo que o relógio passava da meia noite ou um ou outro ligava, o telefone mal tocava e já era atendido. Depois da meia noite porque era mais barato, não sei se ainda é assim hoje.

Lembro como toda a espera era extasiante, a espera por encontrá-lo, a espera pelo toque do telefone, a espera por ouvir o alô do outro lado.

Comecei a pensar neste tema quando conversei com uma amiga de lá que está namorando um amigo que está aqui em São Paulo, já estão juntos a bastante tempo e acabei relembrando minha época de namoro.

São alguns pontos muito positivos que quero citar aqui, um deles é o fator saudade que acontece bem no comecinho da relação, quando estamos no auge da paixão, querendo ficar junto o tempo todo, fazer de tudo junto, a fase da melação e grude total. Mas não é possível, a partida de um dos dois é inevitável, assim como a saudade que vem e invade tudo. A sensação de saudade que sabemos que está para morrer é muito boa!

Outro ponto é exatamente o contrário, a distância força o encontro íntimo que nem todo namoro tem como regra, ou seja, quando se encontram precisam abrir suas casas, arrumar um cantinho para dormir, apresentar a família...

Com tudo isso vem algo muito importante, começa mais cedo a fase do planejamento, pois começamos a pensar logo como fazer para acabar com a tal distância e o sonhar junto que constrói a vida de um casal.

A sensação que tenho é que o namoro à distância amadurece mais cedo...

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Tomar um porre

Já vai fazer um ano que eu não tomo um porre daqueles...

Eu acho que vai fazer, não tenho muita certeza, não me lembro de ter tido um depois daquele da despedida do meu emprego no ano passado (A Bêbada e A Fugitiva).

Claro que fico de pilequinho, alegrinha e tal, mas nada de apagões memoriais, arrependimentos vergonhosos...

Ou estou ficando mais profissional ao beber ou estou bebendo menos... Ou as duas coisas.

Mas estou com saudades de tomar um porre, quem sabe no meu aniversário!

"Hoje eu vou tomar um porre - Não me socorre eu tô feliz"
De bar em bar, Didi, um poeta (União da Ilha - 1991)Autores: Franco

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Homens da memória

Os homens da minha vida...

Não estou falando só dos que passaram fisicamente por ela, mas também daqueles de quem nunca senti o cheiro e mesmo assim fazem parte de uma pastinha de arquivos na minha memória.

Sabe do que eu estou falando?

Pois é, hoje acabei pensando nisso porque fui encontrada pelo orkut por um menino (hoje já homem feito) que eu gostei dos 10 aos 12 anos, isso lá na cidadezinha do interior em que vivi. Aos 13 mudei de cidade e nunca mais o vi, ou se vi não me lembro porque certamente não gostava mais dele. **risos**

Que maluco isso, não?
Já se foram mais de 17 anos e me lembro de algumas pequenas sensações... Como a de ficar olhando para ele no recreio, ele era um ano mais velho, de ir para escola à tarde para vê-lo jogar o que fosse (basquete, futebol, volley, etc) e de uma foto que tirei dele (não me lembro como consegui isso!).

E nunca aconteceu nada, bem coisa de criança mesmo. Boas lembranças!!!

Em comum tínhamos um amigo, que continuou muito meu amigo, mesmo depois da mudança, mas há tempos não tenho notícias dele, sumiu do orkut e de tudo mais... Sinto saudades, amigão mesmo, sabe? Acho que vou tentar encontrar um meio de me comunicar com ele...

Lembranças boas e gostosas da infância!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

O primeiro selo e uma saudade vazia

Ganhei meu primeiro selo hoje de uma blogueira gracinha, a Afrodite.


Lendo o blog dela me deparei com um lindo e doloroso desabafo e me lembrei de algumas amigas.

Sempre que me lembro dos dois momentos que vivi com a Karina e depois com a Eva fico com uma sensação estranha...

Estranha porque foi muito importante para eu ser quem eu sou estar ao lado delas, quando engravidaram, casaram (fui madrinha nos dois casamentos!), separaram (acho que sou péssima madrinha!!!) e iniciaram a criação das filhas sozinhas, e mesmo assim sinto uma certa saudade daqueles tempos que não foram tão bons assim.

Uma saudade vazia, pois minha memória é péssima, então não me lembro exatamente dos detalhes nem dos fatos, sinto só a sensação.

Foi difícil para elas, mesmo com todo o apoio dos pais e tal, mas elas tinham aquela certeza no olhar de que algo especial elas tinham feito na vida.

E eu estava lá, deve ser um pouco disso que eu enxergava nos seus olhares que eu sinto.