Mostrando postagens com marcador Dragão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dragão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 28 de março de 2013

Coração cheio partido

Foi há muito tempo, eu era só uma garota de 14 anos que mudou de cidade no interior.

Minha primeira tristeza, minha primeira separação.

Tudo o que eu achava que podia ser ficou para trás, lá na pequena cidade ficou a garota que era o centro da turma da escola, a que organizava os piqueniques no bosque, os bailinhos e era cupido dos casais...

Nova cidade, nova escola e novos amigos.

Mas por mais de 2 anos permaneci voltando para a pequena cidade e revendo velhos amigos, uma vez ao mês, ou sempre que meus pais me deixavam.

Numa dessas voltas reencontrei um amigo, um garoto que foi namoradinho de outra amiga, que eu mesma agitava para eles ficarem juntos. Coisa de criança, sabe?

Não namoravam mais, já tinha um bom tempo. Ele me convidou para dar uma volta de moto no lago.

Descemos da moto, estava escuro e um pouco frio... Ele me puxou e me beijou.

Foi engraçado e sem graça ao mesmo tempo, batemos de leve os dentes da frente. Muita emoção!

Começamos o tal namoro à distância. Foi bom, cheio de descobertas e uma aventura de indas e vindas.

Mas aos 14 anos, sem grana própria, sem autonomia, sem liberdade a coisa esfriou.

Não me lembro bem como foi, devo ter me protegido dessas memórias, só recordo que alguém me contou que ele me chifrava em uma outra cidade, onde tinha uns parentes. Não lembro o que fiz, não lembro o quanto sofri e se chorei (mas imagino que sim e muito!), não lembro como terminou, não lembro de mais nada.

De alguma forma deve ter sido traumático para tanta negação... Meu primeiro namorado, meu primeiro chifre, meu primeiro rompimento, meu primeiro esquecimento amoroso!

Não foi só um pé na bunda, foi um coração cheio partido.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Espero que passe logo...

Tirando os dias de festa em que fui para casa dos meus pais no interior, passei cada dia das minhas férias em casa, trocando o dia pela noite, me alimentando de cereal e miojo, assisti todos os episódios da sétima temporada de One Tree Hill e Cold Case...

Sem forças e coragem para ir levar o ferro de passar para consertar e trocar a mangueira do aspirador, o local fica a menos de 500 metros de casa.


Não arrumei os armários da cozinha e nem separei as roupas que não usamos mais como eu havia planejado.

Entrei numa roda morta, estou aqui triste e sem vontade de fazer nada.

A verdade é que eu espero que alguém me pegue pela mão e faça com que este momento seja especial, planeje algo diferente, me surpreenda.

Consegui nestes dias cozinhar um pouco, fiz um bolo de chocolate e um fricassê de frango capenga (faltou o requeijão!).

Não fui ao shopping trocar os presentes de natal que não serviram ou eu não gostei. Não fui comprar 2 calças jeans como havia listado.

Quis ir à praia, mas não tentei organizar a viagem.

Precisamos lavar as roupas de cama e banho que não levamos à casa dos meus pais, pois era feriado e um curto feriado.

Não digo nada à ninguém porque tenho vergonha. Liguei para duas psicólogas, uma das metas deste novo ano é fazer terapia, uma não atende mais em consulta e a outra não atende o telefone. Peguei algumas indicações com amigos ontem, não liguei para nenhum.

Queria falar com alguém, busquei o telefone do CVV para conversar, liguei, chamou 3 vezes e eu desliguei. Antes disso uma amiga me ligou, perguntou porque estou procurando terapia, se aconteceu algo, eu disse que está tudo bem e que só faz parte das metas do ano.

Eu sabia que minhas férias seriam assim, meu marido está trabalhando, não tem direito à férias ainda. O pior é ouvir dele que está torcendo para eu voltar a trabalhar porque fico deprimida, esperava dele alguma iniciativa de planejar fazer algo comigo neste fim de semana.

A única coisa que ele planeja fazer é ir visitar a mãe, fica sempre dizendo isso, que quer ir lá na casa dela, que só ela tem vindo aqui em casa. Sei que faz tempo que não vamos até lá, mas também por conveniência dela, assim ela não precisa prender os cachorros ou limpar a casa para mim Também é bom pra mim que ela venha, não preciso dirigir até lá, algo que não gosto de fazer. Meu marido não dirige e acabou acomodado, já que eu o faço, mas é sempre uma luta para mim.

Ontem deixei um bilhete para ele pedindo desculpas pelo meu atual comportamento, um bilhete confuso escrito de madrugada, com um pouco de culpa, frustrações e acusações veladas. Tenho a impressão que ele não veio se despedir de mim esta manhã, mas não posso afirmar, pois devia estar desmaiada e posso não estar lembrando...

Minha vida é boa, por isso não sei o que está acontecendo comigo, não entendo e não consigo sair disso.

Toda vez antes de dormir faço planos curtos, do tipo ir levar o ferro para o conserto ou separar as roupas e sapatos, acordo e não faço nada.

Ainda não chorei.

Acabo de ler o que escrevi. Sinto vergonha. Uma vontade de selecionar tudo e apertar o delete. 

Espero que passe logo...



quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Terapia - O primeiro passo


Sou daquelas que é super favorável a terapia, aquela que diz para as pessoas fazerem, mas não faz.


Faça o que eu falo e não o que eu faço. Sim, neste caso sou eu mesma.

Na listinha de TO DO para 2012 está procurar terapia, e me pego pensando que é caro, mas nem sei quanto está hoje em dia a sessão aqui em São Paulo. Ou então penso que não terei um horário para ir ou onde será, que precisa ser perto de metrô, ou de casa...

Uma infinidade de desculpas que podem sim me fazer empurrar e ao mesmo tempos fica mais evidente para mim que estou precisando de ajuda para me organizar por dentro, me ver melhor, me conhecer, me permitir.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amor velado, flerte eterno

Sou amiga dessa mulher que carrega em seu peito um sentimento muito bonito.

Quando eu notei comecei a brincar com ela e percebi que o homem também tinha aquele olhar diferente para ela, aquele cuidado,  um carinho.

Depois de um tempo os amigos todos brincavam e ela dizia que estávamos todos loucos, que ele era muito bem casado, que eram só amigos e ele morava lá longe (outro estado!).

Muitos encontros depois, o mesmo comportamento de ambos e hoje até mesmo ela percebeu que existe algo sim, mas que não vai acontecer nada, que o sentimento existe, é recíproco, mas é além do realizável. Sempre será esse amor velado e eles terão em todos os seus encontros esse flerte gostoso.

Um amor assim é bom, chega a ser lindo, mas quando perguntei se dói ela me disse que não... Será?







quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mulheres Amantes - A Outra

Fico sempre muito curiosa com essa questão.


Perguntas que eu gostaria de fazer, mas hoje não conheço ninguém que possa me responder (pelo menos não abertamente).


Isso tudo começou quando tive uma colega de trabalho linda e algum tempo depois fiquei sabendo, lógico que por vias tortas, que ela era amante de um cara casado, ela era a outra.


Tentei nunca julgar a escolha dela, mas juro que nunca entendi.


Jovem, um tanto lolita, pele clara e cabelos escuros, como a própria Branca de Neve. Ela já tinha uma filha de outro relacionamento, devia ter 9 ou 10 anos. Vestia-se muito bem, magra e de medidas perfeitas para os padrões massacrantes do presente, não era vulgar nas suas roupas, não se oferecia através dos decotes ou pernas de fora, clássica e elegante. Educada, falava baixo, sorria discretamente, tinha senso de humor, cultura geral, simpática, humilde e modesta.


Ou seja, tinha tudo para ter um  namorado, noivo ou marido, mesmo sendo mãe (o que sabemos que é um problema sim para alguns homens). Ela era bonita, interessante e podia manter uma conversa com qualquer homem.


A escolha dela, ou o destino dela, a levou a manter um caso com um homem casado.


Por que?


Eu entendo toda a questão da paixão, do encontro tardio, quando uma das partes já tinha casado e depois venho a encontrar alguém que despertou todo esse sentimento.


Mas isso tudo vem acompanhado de uma separação e aqueles que se encontraram ficam juntos e felizes.


Quando isso não acontece que me intriga. Quando a mulher se sujeita a ser a outra por um longo período, muitas vezes pela vida toda ou por parte importante dela.


Talvez seja tão bom quando está ali junto do homem amado, por aquele momento, que todo o resto vale a pena.


Talvez seja crer nas palavras e promessas e se agarrar ao futuro que um dia virá.


Talvez seja uma forma de amar e ser amada mais plena e suficiente que eu não consiga entender, que não dependa de amarras ou presença constante.


Talvez seja social e histórico, a auto-estima baixa das mulheres.


Eu estava pensando em criar algo para ouvir essas mulheres e tentar entender melhor.


Não estou dizendo aqui que não sejam felizes ou que não tenham problemas, sonhos, angústias, desejos e dúvidas. 


Assim como abri este texto reafirmo que é somente uma curiosidade que eu tenho. Perguntas... Quer responder?





domingo, 20 de fevereiro de 2011

Noite

Descobri recentemente que ouvir um livro me faz adormecer.

Tenho feito isso todas as noites que antecedem os dias de trabalho, assim evito ficar vagando pela madrugada e acordar péssima no dia seguinte ou nem acordar.

Preciso conseguir mais audiolivros e garantir meus dias.

Não entendo porque sou assim, não sofro de insônia porque consigo dormir, só prefiro a noite e meu corpo também. Gosto da teoria maluca de ser genético, devido a minha ascendência nipônica os meus genes e células trabalham no fuso do Japão... 

Talvez devesse procurar trabalhos noturnos. 

Gosto quando alguém fala mais alto nos outros prédios, um bêbado que volta da festa cantando feliz, um casal discutindo a relação depois de um jantar com amigos, amigas já com os saltos nas mão depois de tanto dançar. As conversas dos porteiros e seguranças e as brigas em geral, o carro que parte cantando seus pneus.

Corro até a janela para tentar ver os sujeitos, mas nem sempre é possível.

Rodo por todos os canais de TV, fuço na internet, as vezes choro sozinha, fico puta por qualquer coisa, faço perguntas que ninguém responde.

Bocejo, cochilo e levanto para ir dormir na minha cama.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?





Não sei a resposta desta pergunta.

Sei que existem várias formas de amar e de ser amado.

Foi quando vi um episódio de um seriado (Chuck) que fiquei com essa pergunta no ar. Amar duas pessoas da mesma forma, com os mesmos desejos e afetos, expectativas e decepções...

Somos monogâmicos? As vezes penso que não, mas quando penso em dividir fica complicado, a questão da posse, do "'é meu!" é jogada com força na minha cara quando cogito fazer esse discurso sem moralismo. Ou seja, a moral social está dentro de mim quando relacionada aos meus, para os outros sou a maior liberal.

Quanta hipocrisia minha e o pior é saber disso (e ainda escrever, cara-de-pau mesmo!).

Não tenho conclusões, só essa que ficou no parágrafo acima. (**risos**).


PS. Procurando imagens para ilustrar este post encontrei um texto muito bom em um blog, recomendo a leitura! Monogamia X Poligamia – quem leva a melhor? 

Na busca de algo para ilustrar este post encontrei ótimas imagens.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dias chuvosos e tristezas estranhas




Hoje choveu o dia todo.

Aquela chuva constante, praticamente linear.

Isso deixou o dia triste, mas foi uma pequena discussão com o marido no final do dia que me deixou estranhamente triste.

Pode ser a TPM que está deixando minha sensibilidade à flor da pele ou é essa época do ano que também mexe comigo.

Agora é a madrugada que continua chuvosa, o som continua e essa tristeza vazia está aqui dentro do peito.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meu melhor amigo é o meu marido.

Será que isso deveria me preocupar?

Somos sexualmente ativos sim, adoramos conversar, se cutucar, fazer um afago, vamos ao cinema, jantamos fora...Cuidamos da casa do nosso estranho jeito, brigamos como qualquer outro casal normal.

Também acho normal ser amigo do seu parceiro numa relação. Mas ele ser o seu melhor amigo, tudo bem?

Fica a pergunta.

Mas que é bom demais e sempre que posso abraço e cheiro ele assim... (Não é lindo? É um dragão e uma menina!!! E repara só a alegria dela! Sou eu!!!)

*Ilustração de Hiro Kawahara




quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cadernos, diários e anotações

Quando pequena escrevia em diário, com direito a cadeado e tudo mais.

Comecei criança com aquele diário do início dos anos 90, era cheiroso, com folhas cor-de-rosa e tinha uma capa de plástico rosa também, nela duas abas pequenas (bem frágeis!) para colocar o cadeado que vinha com duas chavinhas. Eu deixava as duas juntas, não entendia a lógica ainda.

Escrevia ali coisas que aconteciam nos meus dias, bobeiras bem inocentes.

Depois veio a fase das agendas, lá escrevia as angústias adolescentes, os amores secretos, as estripulias... Colocava tudo naquelas páginas, papel de bala, de bombom, ticket de cinema, canudinho, bilhetinhos de amigos e tantas outras tranqueiras que nem me lembro mais. Usava canetinha hidrocor, caneta de 10 cores (hahaha!) e muitos clips de papel de cores fluorescente de plástico e adesivos.

Colava nas páginas aquelas figurinhas do álbum "Amar é..." e escrevia muito.

Passou a fase rebelde e alegre demais, não me lembro se comprei ou se ganhei um caderno igual ao diário que a Helena usava naquela novela do Manoel Carlos "Por Amor", era encapado com tecido, todo chique.

Este diário ainda está em uso, mas não escrevo há muito tempo, muito mesmo. Já tinha iniciado ele com a proposta de escrever só quando precisasse, quando algo muito grande estivesse dentro de mim.

Ele é o mais pesado de todos, as dores foram evoluindo com a idade chegando, mas sempre que leio me faz bem, porque aquilo tudo que está ali registrado fica bem menor com o passar do tempo, muitas vezes ganha até um sorriso durante a leitura, um suspiro satisfeito...

Agora tem esse blog, que pensei que seria mais atualizado, mas percebo que por ser mais íntimo, com reflexões bem pessoais e de assuntos meus, não posso me forçar a escrever. Talvez se eu fosse uma escritora melhor, talvez se precisasse mais desabafar.

Estou com a impressão que já escrevi um post parecido com esse bem no começo do blog. Já foi!





terça-feira, 28 de setembro de 2010

Uma família desmembrada

Não foi a morte e nem a separação.

Na verdade eu não consigo entender o que houve com essa família, porque os membros se desligaram.

Houve sim uma separação, marido e mulher se separam e muitas vezes não se relacionam mais, o que é natural em muitos dos casos.

Não houve traição, não houve violência física, não houve escândalos públicos.

Todo e qualquer amor, afeição e preocupação dos filhos, já adultos, com os pais é nulo. Tudo é muito frio, impessoal, nada familiar. Os pais, por sua vez, não conseguem estabelecer um contato mais amigável com os filhos.

Desde um simples gesto por se importar com a consulta do médico, com o programa de sábado no almoço ou o aniversário. Nada, nenhum movimento de carinho.

E como pode acontecer assim? E toda a história de antes da separação? A consideração.

A sensação que eu tenho é que a separação devia ter ocorrido há 10 ou 15 anos, como não aconteceu o processo de distanciamento se iniciou mesmo assim, ou seja, agora com a separação nada mais há entre os membros da família, só um vazio que incomoda.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Meus suspiros e minhas faltas

Conversei hoje com um cliente que vive em Manaus pelo msn, ele tem um livraria lá e sempre o admirei pela forma como obteve sucesso em sua empreitada.

O sucesso e a satisfação de trabalhar com livro, ter seu próprio negócio, conseguir fazer dar certo.

Isso tudo longe daqui, dessa loucura que é São Paulo, do tumulto e de onde o capital gira.

Voltei a pensar em duas coisas que estão ligadas e que são opostas, em duas formas de viver, de trabalhar.

Penso muito em criar um serviço de entrega de jantares caseiros, para os paulistanos que sempre não tem tempo para fazer uma refeição gostosa e completa, ou não compensa, afinal cozinhar para uma ou duas pessoas é muito complicado.

E também tenho vontade de sair daqui e abrir um albergue da juventude no nordeste, viver perto de gente animada e jovem, mudar de vida totalmente.

A conversa trouxe esses pensamentos de volta, trouxe um suspiro bom, cheio de vontade e outro ruim, com frustração e incompetência.

Falta dinheiro, falta apoio, falta coragem, falta conhecimento...

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pequenas coisas banais que ele faz por mim

Vou tentar listar sempre as pequenas coisas que ele faz por mim, podem ser banais e na maioria das vezes eu nem noto...

Por isso mesmo que resolvi escrever.

Ele lava a louça

Ele fecha as portas de correr do nosso armário

Ele recolhe o lixo e leva pra fora

Ele traz um chocolate quando volta do trabalho

Ele tranca a porta de casa

Ele recolhe as roupas do varal

(...)

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Namoro à Distância

Namorar morando em cidades diferentes.

Eu vivi isso por um ano e meio, eu no interior e ele na grande São Paulo. Eram 276 km de separação, uma parada no posto de gasolina para lanche e toalete, mais outra parada em São Carlos. Assim era o itinerário do ônibus que ou eu ou ele pegávamos todos os finais de semana, sem furar nenhum. Araraquara - São Paulo, São Paulo - Araraquara.

Também conversamos longamente por telefone, todos os dias, logo que o relógio passava da meia noite ou um ou outro ligava, o telefone mal tocava e já era atendido. Depois da meia noite porque era mais barato, não sei se ainda é assim hoje.

Lembro como toda a espera era extasiante, a espera por encontrá-lo, a espera pelo toque do telefone, a espera por ouvir o alô do outro lado.

Comecei a pensar neste tema quando conversei com uma amiga de lá que está namorando um amigo que está aqui em São Paulo, já estão juntos a bastante tempo e acabei relembrando minha época de namoro.

São alguns pontos muito positivos que quero citar aqui, um deles é o fator saudade que acontece bem no comecinho da relação, quando estamos no auge da paixão, querendo ficar junto o tempo todo, fazer de tudo junto, a fase da melação e grude total. Mas não é possível, a partida de um dos dois é inevitável, assim como a saudade que vem e invade tudo. A sensação de saudade que sabemos que está para morrer é muito boa!

Outro ponto é exatamente o contrário, a distância força o encontro íntimo que nem todo namoro tem como regra, ou seja, quando se encontram precisam abrir suas casas, arrumar um cantinho para dormir, apresentar a família...

Com tudo isso vem algo muito importante, começa mais cedo a fase do planejamento, pois começamos a pensar logo como fazer para acabar com a tal distância e o sonhar junto que constrói a vida de um casal.

A sensação que tenho é que o namoro à distância amadurece mais cedo...

domingo, 4 de abril de 2010

Dissimular

Quando há necessidade de se fazer o que você não faria para contentar aos outros ou a si mesmo.

Isso é dissimular?

domingo, 18 de outubro de 2009

Duas Situações

Quando o coração está assim cheio de suspiros o que podemos ou não fazer?

Nessas horas há duas situações que geram infinitas possibilidades...

Se estou de fora e o coração que salta não é o meu, aconselho bem baixinho e com medo:
- Cuidado! Cautela! Nosso sentimento pode sentir sozinho, mesmo acreditando estar acompanhado.

Se estou dentro e é o meu peito que pula e sorri, grito bem alto e cheia de coragem:
- Foda-se! Se for para doer vai ser só em mim mesmo! Se joga!!!

Ou pode ser exatamente o contrário.

Se digo para alguém é assim:
- O máximo que pode acontecer é você sofrer, prefere desistir sem saber o que pode acontecer?!

Se digo para mim mesma:
- Melhor deixar para lá, estou cansada de sempre ser a que se entrega demais...

Não há muito o que dizer, mas também não há como ficar calada.

Como saber?!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Dores Alheias

Não é Fácil
Marisa Monte - Composição: Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown


Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar

Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado

Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil

Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver

Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil

Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado

O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil

Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal

Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho


Uma amiga desmanchou um relacionamento recentemente. Um relacionamento maduro, aos meus apertados olhos.

Essa música me fazia doer o peito quando ouvia lá no interior, sozinha, com minhas angústias e minhas perguntas vazias.

Não sei o que ela sente, posso dizer que eu imagino, mas imaginar é supor, não dá para dimensionar nada, não dá para sentir no lugar para entender melhor o que é.

Sei que não é fácil, que a cabeça faz voltas nas perguntas, retorna para as lembranças, vasculha as falas procurando explicações que talvez não existam.

***Será um retorno meu ao blog?? Abandonado, coitado!***

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Domingo de Páscoa

Não fui viajar no feriado passado.

Na sexta-feira no fim do dia recebi um torpedo da Laura, chamando para tomarmos umas cervejas, como eu não estava no pique dispensei e propus que ela viesse em casa no domingo.

Nem me dei conta que era Páscoa, eu sabia que era, mas não dei a importância familiar católica apostólica romana, nem o lance dos ovos foram tão celebrados, não temos filhos ainda, então foi só abrir, rir e comer.

Mas o domingo acabou mais especial.

A Laurinha veio aqui em casa, conversamos sentadas na sala, ouvindo o jogo do Corinthians e São Paulo (que o André, meu marido, assistia no quarto!), tomando cerveja e petiscando.

Foi muito bom para mim, retomar o contato, o papo, o riso, a reflexão...
Isso mesmo, a Laura e outros amigos, que por ora estão distantes, me fazem refletir!

Parece-me que estou a ponto de despertar o dragão sem que ele cuspa fogo.




segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2009 no guarda roupa

O Ano Novo sempre me faz sentir bem, por mais que eu saiba que é só uma passagem numérica, uma forma de contar o tempo...

Remete a algo novo, uma nova chance de fazer, refazer ou recomeçar.

Chance para ser diferente ou ser a mesma, mas com sonhos novos, desejos novos, objetivos novos.

O agora é para mim o momento de renovar, renovar tudo, desde as roupas que estão no guarda roupa até o que quero do futuro.

Porém para renovar é preciso rever, olhar para as roupas velhas e tomar decisões, as que não uso mais vou doar, as que significam algo para mim, mesmo que não as use nunca, vou guardar lá no fundo da gaveta e aquelas que ainda agüentam mais um pouco irão ficar, depois é hora de comprar as novas... Ousar, arriscar e tentar algo novo!

Assim é o Ano Novo, uma ótima oportunidade de rever, decidir e renovar! Porque o ano é curto e a vida também, mas é preciso uma data para que pensemos um pouco assim...

Feliz Ano Novo para todos!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As Aventuras e O Olhar

Fui visitar alguns clientes, fui até Suzano, passei pela Zona Leste de São Paulo.


Pensei em escrever "As Aventuras de uma Japonesa do Interior na Grande São Paulo" (ainda não estou feliz com esse título) e colocar todas as minhas sensações, impressões, perguntas, angústias...


Fui de trem e saquei minha agendinha de bolso e fui escrevendo.

O condutor do trem avisa para tomarmos cuidado com o vão entre o trem e a plataforma, olho para lá, é enorme e com uma diferença de altura, com certeza muitos já foram por ali.

Você desce do trem preocupado para não cair, a saída da estação é por uma catraca horrível, fechada até o teto, uma grade horizontal que cruza com uma outra invertida, você entra dentro dela, como nessas portas giratórias de banco. E pior, ela ainda faz barulho quando gira com você.

Para ajudar eu saí da estação pelo lado errado, fui parar do outro lado da linha do trem.

Fui eu atravessar pela passarela, estava caindo uma chuva fria e fina, eu estava sem guarda-chuva, mas isso não era um problema, pois os camêlos estavam todos pela passarela e fizeram um túnel com toldos para protegerem suas barracas e mercadorias. Um tanto claustrofóbico, mas funcional. Por ali havia gente comprando, vendendo, conversando, de bicicleta e atravessando como eu, trabalhando como eu.

Estou aprendendo muito com meu trabalho. Aprendendo a olhar de verdade.