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sábado, 23 de junho de 2012

Esquecimento

Eu esqueço tudo muito rápido...

Qualquer coisa, um filme, um final de novela, de livro, de piada.

Se você briga comigo sou capaz de esquecer a razão, se eu perdoar então, deleto total.

Fico preocupada com isso em alguns momentos. Será que é normal não ser nem um pouquinho "coração peludo"?

Sabe o que é coração peludo? São pessoas que guardam mágoa, rancorosas por natureza...

Eu choro muito quando estou triste ou magoada, frustrada ou angustiada.

Na real não são os momentos de esquecimento emotivos que me deixam intrigada, são os momentos corriqueiros que me deixam mais de pulga atrás da orelha.

O melhor e mais atual/marcante momento desses foi com o filme "E o vento levou...", clássico dos clássicos, eu já tinha assistido mais jovem, sei lá, há uns bons 10 anos ou mais, ok, não lembrava de nada, normal até aí. Assisti, adorei e depois de uma semana conversava com meu marido e minha sogra sobre o filme e pã!!! Não lembrava como acabava o filme, se a mocinha ficava com o "love of my life" dela... Olhei com aquela cara para o meu marido e perguntei. Ele não acreditou em mim, nem eu mesma acreditei.

A pergunta que precisa de respostas: É normal???




quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amor velado, flerte eterno

Sou amiga dessa mulher que carrega em seu peito um sentimento muito bonito.

Quando eu notei comecei a brincar com ela e percebi que o homem também tinha aquele olhar diferente para ela, aquele cuidado,  um carinho.

Depois de um tempo os amigos todos brincavam e ela dizia que estávamos todos loucos, que ele era muito bem casado, que eram só amigos e ele morava lá longe (outro estado!).

Muitos encontros depois, o mesmo comportamento de ambos e hoje até mesmo ela percebeu que existe algo sim, mas que não vai acontecer nada, que o sentimento existe, é recíproco, mas é além do realizável. Sempre será esse amor velado e eles terão em todos os seus encontros esse flerte gostoso.

Um amor assim é bom, chega a ser lindo, mas quando perguntei se dói ela me disse que não... Será?







quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mulheres Amantes - A Outra

Fico sempre muito curiosa com essa questão.


Perguntas que eu gostaria de fazer, mas hoje não conheço ninguém que possa me responder (pelo menos não abertamente).


Isso tudo começou quando tive uma colega de trabalho linda e algum tempo depois fiquei sabendo, lógico que por vias tortas, que ela era amante de um cara casado, ela era a outra.


Tentei nunca julgar a escolha dela, mas juro que nunca entendi.


Jovem, um tanto lolita, pele clara e cabelos escuros, como a própria Branca de Neve. Ela já tinha uma filha de outro relacionamento, devia ter 9 ou 10 anos. Vestia-se muito bem, magra e de medidas perfeitas para os padrões massacrantes do presente, não era vulgar nas suas roupas, não se oferecia através dos decotes ou pernas de fora, clássica e elegante. Educada, falava baixo, sorria discretamente, tinha senso de humor, cultura geral, simpática, humilde e modesta.


Ou seja, tinha tudo para ter um  namorado, noivo ou marido, mesmo sendo mãe (o que sabemos que é um problema sim para alguns homens). Ela era bonita, interessante e podia manter uma conversa com qualquer homem.


A escolha dela, ou o destino dela, a levou a manter um caso com um homem casado.


Por que?


Eu entendo toda a questão da paixão, do encontro tardio, quando uma das partes já tinha casado e depois venho a encontrar alguém que despertou todo esse sentimento.


Mas isso tudo vem acompanhado de uma separação e aqueles que se encontraram ficam juntos e felizes.


Quando isso não acontece que me intriga. Quando a mulher se sujeita a ser a outra por um longo período, muitas vezes pela vida toda ou por parte importante dela.


Talvez seja tão bom quando está ali junto do homem amado, por aquele momento, que todo o resto vale a pena.


Talvez seja crer nas palavras e promessas e se agarrar ao futuro que um dia virá.


Talvez seja uma forma de amar e ser amada mais plena e suficiente que eu não consiga entender, que não dependa de amarras ou presença constante.


Talvez seja social e histórico, a auto-estima baixa das mulheres.


Eu estava pensando em criar algo para ouvir essas mulheres e tentar entender melhor.


Não estou dizendo aqui que não sejam felizes ou que não tenham problemas, sonhos, angústias, desejos e dúvidas. 


Assim como abri este texto reafirmo que é somente uma curiosidade que eu tenho. Perguntas... Quer responder?





domingo, 16 de janeiro de 2011

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?





Não sei a resposta desta pergunta.

Sei que existem várias formas de amar e de ser amado.

Foi quando vi um episódio de um seriado (Chuck) que fiquei com essa pergunta no ar. Amar duas pessoas da mesma forma, com os mesmos desejos e afetos, expectativas e decepções...

Somos monogâmicos? As vezes penso que não, mas quando penso em dividir fica complicado, a questão da posse, do "'é meu!" é jogada com força na minha cara quando cogito fazer esse discurso sem moralismo. Ou seja, a moral social está dentro de mim quando relacionada aos meus, para os outros sou a maior liberal.

Quanta hipocrisia minha e o pior é saber disso (e ainda escrever, cara-de-pau mesmo!).

Não tenho conclusões, só essa que ficou no parágrafo acima. (**risos**).


PS. Procurando imagens para ilustrar este post encontrei um texto muito bom em um blog, recomendo a leitura! Monogamia X Poligamia – quem leva a melhor? 

Na busca de algo para ilustrar este post encontrei ótimas imagens.



terça-feira, 28 de setembro de 2010

Uma família desmembrada

Não foi a morte e nem a separação.

Na verdade eu não consigo entender o que houve com essa família, porque os membros se desligaram.

Houve sim uma separação, marido e mulher se separam e muitas vezes não se relacionam mais, o que é natural em muitos dos casos.

Não houve traição, não houve violência física, não houve escândalos públicos.

Todo e qualquer amor, afeição e preocupação dos filhos, já adultos, com os pais é nulo. Tudo é muito frio, impessoal, nada familiar. Os pais, por sua vez, não conseguem estabelecer um contato mais amigável com os filhos.

Desde um simples gesto por se importar com a consulta do médico, com o programa de sábado no almoço ou o aniversário. Nada, nenhum movimento de carinho.

E como pode acontecer assim? E toda a história de antes da separação? A consideração.

A sensação que eu tenho é que a separação devia ter ocorrido há 10 ou 15 anos, como não aconteceu o processo de distanciamento se iniciou mesmo assim, ou seja, agora com a separação nada mais há entre os membros da família, só um vazio que incomoda.

domingo, 18 de outubro de 2009

Duas Situações

Quando o coração está assim cheio de suspiros o que podemos ou não fazer?

Nessas horas há duas situações que geram infinitas possibilidades...

Se estou de fora e o coração que salta não é o meu, aconselho bem baixinho e com medo:
- Cuidado! Cautela! Nosso sentimento pode sentir sozinho, mesmo acreditando estar acompanhado.

Se estou dentro e é o meu peito que pula e sorri, grito bem alto e cheia de coragem:
- Foda-se! Se for para doer vai ser só em mim mesmo! Se joga!!!

Ou pode ser exatamente o contrário.

Se digo para alguém é assim:
- O máximo que pode acontecer é você sofrer, prefere desistir sem saber o que pode acontecer?!

Se digo para mim mesma:
- Melhor deixar para lá, estou cansada de sempre ser a que se entrega demais...

Não há muito o que dizer, mas também não há como ficar calada.

Como saber?!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Como acaba? Por que acaba?

Ontem assisti o Profissão Repórter e fiquei muito emocionada com um dos casos que eles acompanharam.
Um homem que era apaixonado por uma amiga antiga e não a encontrava há 22 anos.
Ele ficava tão nervoso e emocionado que me supreendeu.
Depois ao mexer em uma caixa cheia de lembranças encontrou uma carta da ex-mulher, com quem foi casado por mais de 10 anos e separaram-se, ele ficou mais uma vez emocionado, chorou e perguntou porque será que o amor acaba, como duas pessoas que se amaram tanto e construiram toda uma vida juntas e mesmo assim acaba, simples... Como acaba? Por que acaba?
Nossa... fiquei mesmo admirada, tocada pela sensibilidade dele, da emoção, das lágrimas.
Este assunto anda me rondando muito. No meu casamento está tudo bem, mas tenho muitos amigos separados ou em crise, ando falando muito nisso e questionando muito também.
Acho que fica tudo mais confuso por eu estar bem em casa.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sonho: A turma do colégio

Tenho interesse em saber como os sonhos funcionam, o que faz com que eles aconteçam, se significam algo.

A cada dia que passa, como sonho TODAS as noites, passo a acreditar mais nas explicações científicas sobre eles.

Tudo o que passamos nos dia fica registrado em nosso subconsciente e algumas coisas se ligam às outras e formam uma história, na maioria das vezes sem nenhum sentido, e quando fazem sentido provavelmente somos nós que queremos que seja assim.

Sonhei com a turma do colégio, só alguns amigos de uma turma do barulho, eu estava na casa de um amigo, o Pablo, e lá estava rolando uma festa, seus pais estavam lá e tinha muita gente, muitos pareciam da família dele, ele me abraçava, agarrava, cheirava, uma coisa um tanto caliente até. Eu encontrei minha melhor amiga, Karina, e fomos fumar um cigarro na calçada, do outro lado da rua tinha uma faculdade dessas tipo UNIP enorme. Logo depois chegou outro, que na época do colégio era bem magrelo, mas no sonho estava mais robusto, porém afeminado. Quase no fim alguém gritou: "O Buxa chegou!", olhamos para dentro e eu o vi.

Os elementos de ontem que relaciono com esse sonho são:
- Me disseram que um rapaz do Rh iria me ligar, e que o nome dele era Pablo;
- Antes de desconectar o msn ontem vi que minha amiga Karina estava online, queria falar com ela, mas precisava ir embora;
- Minha irmã me disse que meu pai queria fazer um almoço para a família, para comemorar o aniverário da minha mãe;
- Procurei na internet uma academia para fazer natação, vi uma fotos do local e o prédio de uma delas parecia mesmo esses de faculdade.

O sonho em si não me faz nenhum sentido, assim encontrei elementos no meu dia que podem tê-lo influenciado... Deve ser isso mesmo, não?

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Não sobre o Amor

Ontem fui ao teatro e foi muito bom!
Adoro teatro, mas não vou tanto quanto eu deveria.

Assisti a peça "Não sobre o amor", tudo se desenvolve por narrações das cartas trocadas, um cenário incrível que permite a interação de recursos de luz e vídeo, atores ótimos, texto impressionante... Como não me sinto a vontade para escrever sobre a peça, vou citar um trecho do texto do site Vitruvius (vale a pena ir lá ler para entender do que se trata a peça!) :

"O título da peça vem de um pedido feito por Elsa a Shklovsky, para que ele não falasse de amor nas cartas. 'A partir disso, tudo passa a soar amoroso' analisa Hirsch, frisando que em nenhum momento fica claro se houve mesmo um relacionamento entre os escritores. 'Há uma fronteira leve entre metáfora e realidade. Não se sai com uma história fechada na cabeça, é uma obra aberta, mais ligada ao sensorial', completa o diretor, assumidamente influenciado pela literatura russa em sua obra. Segundo já afirmou, Hirsch deseja fazer um teatro que acione a memória do espectador.
"

Ativa mesmo a memória, as sensações que já tivemos no passado... E sem falar de amor e só no amor que pensamos e suspiramos.

Russos, clima frio, sentimentos fortes.

Quando, na peça, o personagem fica indignado ao ouvir que ele precisa ser leve, amar com leveza, lembrei de um amigo que sempre dizia sobre o amor ser natural. Demorei muito tempo para digerir isso e as vezes me questiono... E a intensidade e o ardor? Isso só faz parte da paixão? Não amamos assim com furor? Nem por alguns momentos?