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sábado, 15 de outubro de 2011

Uma professora, um futuro, um dia...

Outro dia tive que fazer uma apresentação, de última hora, sem preparação decente. Público de 200 pessoas, auditório de um hotel.


Fiquei preocupada e ansiosa, posso até admitir que fiquei nervosa com a situação.


Mas quando peguei o microfone na mão foi como se uma chave tivesse sido virada nas minhas costas, como naqueles desenhos animados de boneco de corda.




Uma explosão de adrenalina que fez o calor subir para as minhas bochechas, andar por todo o palco e falar com uma segurança que não sei de onde vem.


Fiquei feliz e me lembrei dos tempos em que fazia muito isso, na época da faculdade e do movimentos estudantil.


E hoje, no dia dos professores, me lembro que podia ser uma e algumas escolhas da minha vida (não vamos julgar certas ou erradas, pois não é assim que vejo) me levaram para um caminho bem diferente.


Gosto de pensar que um dia posso exercer a profissão... Um dia, um futuro.

domingo, 12 de junho de 2011

A Linha do Tempo Interna



Um pouco antes de completar meus 32 anos meu marido me perguntou se eu achava que tinha passado rápido...

Sempre me perguntou o que está acontecendo com o tempo e com o MEU tempo.

O tempo é muito relativo e todas as sensações que ele nos dá depende do que é ou não registrado na memória.

O tempo como cronologia, pelo tic-tac de um relógio, pelas rotações e translações é exato, sempre o mesmo, nunca passa mais rápido ou devagar.

Mas o meu tempo, o seu tempo é contado através de memórias e lembranças e nisso conta muito algo como a rotina.

Quando somos crianças, até os 12 ou 13 anos, pouco temos de rotina em nossas vidas, e mesmo as que existem ainda são dignas de nos trazer alguma aprendizagem. E me lembro que neste tempo, da minha infância e pré-adolescência, tudo passava bem devagar, como se fosse para que eu pudesse degustar cada momento novo, cada sensação nova, cada frio na barriga, cada conquista.

Chegou assim a espera pelos 18 anos, poder tirar carta, como a gente dizia, ou chegar a tal maioridade achando que isso nos tornaria independentes e autossuficientes, um grande engano. Este é o maior engano de um adolescente e depois de alguns anos continua sendo, já que ouvi recentemente isso sair da boca da filha de um colega.

Até chegar a responsabilidade financeira e moral o tempo ainda caminha lentamente, mas chegada a rotina, o trabalho, o caminho até o local do trabalho, as obrigações...O tempo começa a voar, os anos, as décadas e dos seus vinte e poucos anos você alcança os trintões num pulo só.

Dentro da última década não me lembro claramente de mais de 10 dias memoráveis, vou fazer esse exercício para valer depois e ver se consigo mesmo os 10 dias.

Isso tudo para dizer que 1 ano de trabalho deve corresponder a 1 dia pintando a rua com tijolo de construção na linha do tempo interna que temos. 

E que hoje, no presente, já adulta, tenho que me esforçar para não deixar tudo ser comprimido e ocupar menos espaço nesta linha do tempo. 

Preciso fazer alguns dias se tornarem memoráveis, algum toque aqui ou ali e realizar o que viemos fazer aqui. 

Viver a vida.



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cadernos, diários e anotações

Quando pequena escrevia em diário, com direito a cadeado e tudo mais.

Comecei criança com aquele diário do início dos anos 90, era cheiroso, com folhas cor-de-rosa e tinha uma capa de plástico rosa também, nela duas abas pequenas (bem frágeis!) para colocar o cadeado que vinha com duas chavinhas. Eu deixava as duas juntas, não entendia a lógica ainda.

Escrevia ali coisas que aconteciam nos meus dias, bobeiras bem inocentes.

Depois veio a fase das agendas, lá escrevia as angústias adolescentes, os amores secretos, as estripulias... Colocava tudo naquelas páginas, papel de bala, de bombom, ticket de cinema, canudinho, bilhetinhos de amigos e tantas outras tranqueiras que nem me lembro mais. Usava canetinha hidrocor, caneta de 10 cores (hahaha!) e muitos clips de papel de cores fluorescente de plástico e adesivos.

Colava nas páginas aquelas figurinhas do álbum "Amar é..." e escrevia muito.

Passou a fase rebelde e alegre demais, não me lembro se comprei ou se ganhei um caderno igual ao diário que a Helena usava naquela novela do Manoel Carlos "Por Amor", era encapado com tecido, todo chique.

Este diário ainda está em uso, mas não escrevo há muito tempo, muito mesmo. Já tinha iniciado ele com a proposta de escrever só quando precisasse, quando algo muito grande estivesse dentro de mim.

Ele é o mais pesado de todos, as dores foram evoluindo com a idade chegando, mas sempre que leio me faz bem, porque aquilo tudo que está ali registrado fica bem menor com o passar do tempo, muitas vezes ganha até um sorriso durante a leitura, um suspiro satisfeito...

Agora tem esse blog, que pensei que seria mais atualizado, mas percebo que por ser mais íntimo, com reflexões bem pessoais e de assuntos meus, não posso me forçar a escrever. Talvez se eu fosse uma escritora melhor, talvez se precisasse mais desabafar.

Estou com a impressão que já escrevi um post parecido com esse bem no começo do blog. Já foi!





quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Namoro à Distância

Namorar morando em cidades diferentes.

Eu vivi isso por um ano e meio, eu no interior e ele na grande São Paulo. Eram 276 km de separação, uma parada no posto de gasolina para lanche e toalete, mais outra parada em São Carlos. Assim era o itinerário do ônibus que ou eu ou ele pegávamos todos os finais de semana, sem furar nenhum. Araraquara - São Paulo, São Paulo - Araraquara.

Também conversamos longamente por telefone, todos os dias, logo que o relógio passava da meia noite ou um ou outro ligava, o telefone mal tocava e já era atendido. Depois da meia noite porque era mais barato, não sei se ainda é assim hoje.

Lembro como toda a espera era extasiante, a espera por encontrá-lo, a espera pelo toque do telefone, a espera por ouvir o alô do outro lado.

Comecei a pensar neste tema quando conversei com uma amiga de lá que está namorando um amigo que está aqui em São Paulo, já estão juntos a bastante tempo e acabei relembrando minha época de namoro.

São alguns pontos muito positivos que quero citar aqui, um deles é o fator saudade que acontece bem no comecinho da relação, quando estamos no auge da paixão, querendo ficar junto o tempo todo, fazer de tudo junto, a fase da melação e grude total. Mas não é possível, a partida de um dos dois é inevitável, assim como a saudade que vem e invade tudo. A sensação de saudade que sabemos que está para morrer é muito boa!

Outro ponto é exatamente o contrário, a distância força o encontro íntimo que nem todo namoro tem como regra, ou seja, quando se encontram precisam abrir suas casas, arrumar um cantinho para dormir, apresentar a família...

Com tudo isso vem algo muito importante, começa mais cedo a fase do planejamento, pois começamos a pensar logo como fazer para acabar com a tal distância e o sonhar junto que constrói a vida de um casal.

A sensação que tenho é que o namoro à distância amadurece mais cedo...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Domingo de Páscoa

Não fui viajar no feriado passado.

Na sexta-feira no fim do dia recebi um torpedo da Laura, chamando para tomarmos umas cervejas, como eu não estava no pique dispensei e propus que ela viesse em casa no domingo.

Nem me dei conta que era Páscoa, eu sabia que era, mas não dei a importância familiar católica apostólica romana, nem o lance dos ovos foram tão celebrados, não temos filhos ainda, então foi só abrir, rir e comer.

Mas o domingo acabou mais especial.

A Laurinha veio aqui em casa, conversamos sentadas na sala, ouvindo o jogo do Corinthians e São Paulo (que o André, meu marido, assistia no quarto!), tomando cerveja e petiscando.

Foi muito bom para mim, retomar o contato, o papo, o riso, a reflexão...
Isso mesmo, a Laura e outros amigos, que por ora estão distantes, me fazem refletir!

Parece-me que estou a ponto de despertar o dragão sem que ele cuspa fogo.




segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2009 no guarda roupa

O Ano Novo sempre me faz sentir bem, por mais que eu saiba que é só uma passagem numérica, uma forma de contar o tempo...

Remete a algo novo, uma nova chance de fazer, refazer ou recomeçar.

Chance para ser diferente ou ser a mesma, mas com sonhos novos, desejos novos, objetivos novos.

O agora é para mim o momento de renovar, renovar tudo, desde as roupas que estão no guarda roupa até o que quero do futuro.

Porém para renovar é preciso rever, olhar para as roupas velhas e tomar decisões, as que não uso mais vou doar, as que significam algo para mim, mesmo que não as use nunca, vou guardar lá no fundo da gaveta e aquelas que ainda agüentam mais um pouco irão ficar, depois é hora de comprar as novas... Ousar, arriscar e tentar algo novo!

Assim é o Ano Novo, uma ótima oportunidade de rever, decidir e renovar! Porque o ano é curto e a vida também, mas é preciso uma data para que pensemos um pouco assim...

Feliz Ano Novo para todos!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Homens da memória

Os homens da minha vida...

Não estou falando só dos que passaram fisicamente por ela, mas também daqueles de quem nunca senti o cheiro e mesmo assim fazem parte de uma pastinha de arquivos na minha memória.

Sabe do que eu estou falando?

Pois é, hoje acabei pensando nisso porque fui encontrada pelo orkut por um menino (hoje já homem feito) que eu gostei dos 10 aos 12 anos, isso lá na cidadezinha do interior em que vivi. Aos 13 mudei de cidade e nunca mais o vi, ou se vi não me lembro porque certamente não gostava mais dele. **risos**

Que maluco isso, não?
Já se foram mais de 17 anos e me lembro de algumas pequenas sensações... Como a de ficar olhando para ele no recreio, ele era um ano mais velho, de ir para escola à tarde para vê-lo jogar o que fosse (basquete, futebol, volley, etc) e de uma foto que tirei dele (não me lembro como consegui isso!).

E nunca aconteceu nada, bem coisa de criança mesmo. Boas lembranças!!!

Em comum tínhamos um amigo, que continuou muito meu amigo, mesmo depois da mudança, mas há tempos não tenho notícias dele, sumiu do orkut e de tudo mais... Sinto saudades, amigão mesmo, sabe? Acho que vou tentar encontrar um meio de me comunicar com ele...

Lembranças boas e gostosas da infância!

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Ele pode despertar...

Vi esse meme lá no blog Casa do Cacete, gostei e resolvi fazer...

A - Pensar em alguém que você queira muito - amigo(a), namorido(a), caso químico, lanche, vale tudo.
B - Escrever 10 razões pra querer essa pessoa na sua vida.
C - Explicar por que essa pessoa merece esse Meme.
D - Passar pra quantas pessoas você quiser.

Respira bem fundo e...

10 – Ele me faz rir todos os dias;
9 – Ele cuida de mim o tempo todo;
8 – Ele aprendeu a conviver com minha bagunça, fica irritado de vez em quando, mas eu exagero;
7 – Ele se importa muito quando choro por coisa pequena, fica até inconformado;
6 – Eu gosto do cheiro dele;
5 – Ele cutuca as minhas bochechas todos os dias;
4 – Eu fico perdida dentro do nosso pequeno apartamento quando ele não está;
3 – Ele tem um bumbum lindo e gostoso;
2 – Ele sempre me ensina algo novo e tem respostas para todas as minhas perguntas, mesmo que não saiba, inventa uma ótima;
1 – Ele me faz querer ser uma pessoa melhor a cada dia, na verdade ele já me faz melhor.

Acho que o merecimento já está nessas dez razões.

Eu achava que ia ficar sozinha a vida toda, me tornei uma pessoa fria, sem ilusões e sonhos, quando estava incorporando isto como minha verdade eu o conheci. Minha vida toda mudou e o que era simples aconteceu.

Passo para todos aqueles que quiserem escrever sobre alguém ou algo.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Amor Amadurecido

(Rosa Champagne - Preferida da minha mãe)


Hoje é aniversário da minha mãe.

Minha relação com ela mudou muito, para melhor, mas acho que era natural que isso fosse acontecer.

Foram os tumultos internos e externos da adolescência, o período de revolta, rebeldia, questionamento...

Acredito que ela tenha me perdoado por todas as bobeiras que posso ter dito, pela falta de amor e carinho que posso ter transparecido.

Minha mãe é daquelas mulheres gigantes que estão atrás de um homem, não no sentido diminutivo que a expressão possa dar, mas sim na forma de alicerce de uma família.

Ela é agitada, animada, batalhadora... Criou e educou muito bem os seus 5 filhos!

O meu amor por ela nunca será tão grande quanto o que ela tem por mim, mas é um amor desses de descoberta, amadurecido.

Feliz Aniversário, Mãe!





segunda-feira, 28 de julho de 2008

Sonho: A turma militante universitária

Para contestar meu último post hoje me aconteceu algo interessante.

Sonhei com o Gabiru, um amigo da época da faculdade, ele apareceu em casa para passar a noite comigo, estava no meu quarto até, a casa era a de Garça (minha família mudou de lá em 1993), e eu fui até o quarto da minha mãe para avisar que ele estava lá... Ela e meu pai já estavam deitados e fizeram a maior confusão com a notícia.

Não encontrei nenhuma relação com o meu dia. Pensei nos meus amigos e aqueles momentos incríveis que vivemos juntos.

Hoje, no msn, um outro grande amigo da mesma época, o Zé Ibiapino, me chama e temos uma ótima conversa pelo teclado... Sabe aquelas conversas que te fazem rir diante do monitor?

Então, pode ser que o sonho tenha sido um aviso, pois pensei nele e conversamos!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Não sobre o Amor

Ontem fui ao teatro e foi muito bom!
Adoro teatro, mas não vou tanto quanto eu deveria.

Assisti a peça "Não sobre o amor", tudo se desenvolve por narrações das cartas trocadas, um cenário incrível que permite a interação de recursos de luz e vídeo, atores ótimos, texto impressionante... Como não me sinto a vontade para escrever sobre a peça, vou citar um trecho do texto do site Vitruvius (vale a pena ir lá ler para entender do que se trata a peça!) :

"O título da peça vem de um pedido feito por Elsa a Shklovsky, para que ele não falasse de amor nas cartas. 'A partir disso, tudo passa a soar amoroso' analisa Hirsch, frisando que em nenhum momento fica claro se houve mesmo um relacionamento entre os escritores. 'Há uma fronteira leve entre metáfora e realidade. Não se sai com uma história fechada na cabeça, é uma obra aberta, mais ligada ao sensorial', completa o diretor, assumidamente influenciado pela literatura russa em sua obra. Segundo já afirmou, Hirsch deseja fazer um teatro que acione a memória do espectador.
"

Ativa mesmo a memória, as sensações que já tivemos no passado... E sem falar de amor e só no amor que pensamos e suspiramos.

Russos, clima frio, sentimentos fortes.

Quando, na peça, o personagem fica indignado ao ouvir que ele precisa ser leve, amar com leveza, lembrei de um amigo que sempre dizia sobre o amor ser natural. Demorei muito tempo para digerir isso e as vezes me questiono... E a intensidade e o ardor? Isso só faz parte da paixão? Não amamos assim com furor? Nem por alguns momentos?

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Os melhores amigos...

Ontem assisti novamente o filme "O casamento do meu melhor amigo", fiquei pensando nos melhores amigos que tive ao longo da minha vida.
Nenhum deles está casado que eu saiba, lembrei de muitos, bons amigos mesmo.
Lembro com carinho do Helinho, eu tinha 12 anos e ele tinha 16, nossas conversas e cartas, continuamos muito próximos mesmo depois que mudei de cidade. Teve o Guilherme, que foi meu primeiro beijo também. Não posso esquecer do Pablo, uma grande figura. Na faculdade teve o Zé Ibiapino, o Feijão, o Gabiru e o Janjão, que faleceu muito cedo e que sinto muita falta, acho que minha vida seria muito diferente se ele ainda estivesse por aí. Alguns amigos inesperados como o Juliano, uma inspiração e com quem compartilhei muito quando trabalhamos juntos numa livraria e o Maury, que sumiu sem deixar rastro. Há aqueles que aparecem e desaparecem sempre como o Jonas e o Xandó. Hoje eu posso falar do Zé, um amigo que me traz serenidade e me faz melhor, ele é o único casado e bem mais velho.
Esses são a maior parte dos meus melhores amigos homens, cada um no seu tempo, mas todos sempre lembrados com afeição.
Quem sabe me chamam para seus casamentos um dia!!

quinta-feira, 17 de abril de 2008

O tempo é inimigo de quem?

Um amigo diz que conforme envelhecemos o frescor das "primeiras vezes" se acaba, realmente esta é uma das maiores tristezas que a idade carrega, pois é um sentir que não há como recuperar. Aquela sensação da primeira vez que você viaja sozinho com seus amigos não volta mais, você vai viajar novamente, sozinho, com seus amigos, até para o mesmo lugar... mas aquela sensação não tem como sentir. Este amigo diz que sabemos que estamos ficando velhos quando as "primeiras vezes" vão se acabando...

Lógico que existem muitas a se realizar, como a primeira vez numa volta de balão, mas estou pensando nas que acontecem a todos, a primeira vez que você vai com alguém ao cinema, o primeiro carro, a primeira vez que toma um porre, o primeiro fora e as primeiras vezes clássicas como o primeiro beijo, a primeira transa, o primeiro amor, o primeiro tesão, o primeiro filho...

Vou tentar fazer um exercício de lembrar minhas primeiras vezes importantes, algumas começam a desaparecer nos seus detalhes, então, tenho que fazer alguma coisa!!

As minhas primeiras vezes estão se acabando, não há mais muitas para acontecer ainda...

quarta-feira, 26 de março de 2008

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda

Cecília Esteves (Cartões do UOL) - Adoro este desenho!!


Acabei de ouvir esta música, tocou no rádio, era a música que me fazia lembrar de um namorado dos meus 16 anos...

Na Rua, Na Chuva, Na Fazenda
Kid Abelha - Composição: Hyldon

Não estou disposto
A esquecer seu rosto de vez
E acho que é tão normal
Dizem que eu sou louco
Por eu ter um gosto assim
Gostar de quem não gosta de mim...

Jogue suas mãos para o céu
Agradeça se acaso tiver
Alguém que você gostaria que
Estivesse sempre com você
Na rua, na chuva, na fazenda

Ou numa casinha de sapê...

Ele tinha mudado de cidade e voltou sozinho para jogar no time juvenil de volley da cidade. Fiquei muito feliz.

Lembro da sensação de estar abraçada com ele quando tocou esta música, estávamos na festa junina do meu colégio. Levantei as mãos para o alto, nas costas dele e sem que ele percebesse cantei a música agradecendo por ele estar ali.
Lembro também de garoa ou chuvisco caindo, mas acho que já é invenção minha que grudou na lembrança.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Fazer, Desfazer e Refazer

Hoje assisti um filme (Tudo Acontece em Elizabethtown) que me fez pensar nos rumos da vida, nas boas coisas que ficam, que fracassos e fiascos podem ficar no esquecimento e no que podemos reconquistar, relembrar, refazer...

Logo depois fiquei no msn, por chat, com uma grande amiga que está longe. Uma conversa gostosa como as que tínhamos nas tardes ensolaradas, sentadas numa padaria de esquina, tomando coca-cola e fumando um cigarro. Falamos de trabalho, sonhos estranhos, acontecimentos do passado, lembranças que desaparecem, ex-namorados e maridos, amigos e de como as coisas mudam, passam e que nada deve ser levado muito a sério.

Quando tínhamos 18 anos ela engravidou do namorado, ele tinha sido objeto de disputa nosso, mas não deixamos de ser amigas, ele tomou a decisão e seguimos a vida.
Eu a vi casar, ter a menina, sofrer, separar e ressurgir, voltamos as baladas e curtimos muita coisa juntas.
Hoje estamos separadas, eu me afastei muito dela quando comecei a namorar e sumi quando me mudei para São Paulo, senti muito a falta dela um tempo depois, me arrependi, mas fiz sem perceber e não sabia como desfazer, não sabia bem como e porque tinha feito... Agora que o tempo passou aconteceu esta conversa gostosa.

Estou com uma sensação ótima!