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sábado, 23 de junho de 2012

Esquecimento

Eu esqueço tudo muito rápido...

Qualquer coisa, um filme, um final de novela, de livro, de piada.

Se você briga comigo sou capaz de esquecer a razão, se eu perdoar então, deleto total.

Fico preocupada com isso em alguns momentos. Será que é normal não ser nem um pouquinho "coração peludo"?

Sabe o que é coração peludo? São pessoas que guardam mágoa, rancorosas por natureza...

Eu choro muito quando estou triste ou magoada, frustrada ou angustiada.

Na real não são os momentos de esquecimento emotivos que me deixam intrigada, são os momentos corriqueiros que me deixam mais de pulga atrás da orelha.

O melhor e mais atual/marcante momento desses foi com o filme "E o vento levou...", clássico dos clássicos, eu já tinha assistido mais jovem, sei lá, há uns bons 10 anos ou mais, ok, não lembrava de nada, normal até aí. Assisti, adorei e depois de uma semana conversava com meu marido e minha sogra sobre o filme e pã!!! Não lembrava como acabava o filme, se a mocinha ficava com o "love of my life" dela... Olhei com aquela cara para o meu marido e perguntei. Ele não acreditou em mim, nem eu mesma acreditei.

A pergunta que precisa de respostas: É normal???




domingo, 12 de junho de 2011

A Linha do Tempo Interna



Um pouco antes de completar meus 32 anos meu marido me perguntou se eu achava que tinha passado rápido...

Sempre me perguntou o que está acontecendo com o tempo e com o MEU tempo.

O tempo é muito relativo e todas as sensações que ele nos dá depende do que é ou não registrado na memória.

O tempo como cronologia, pelo tic-tac de um relógio, pelas rotações e translações é exato, sempre o mesmo, nunca passa mais rápido ou devagar.

Mas o meu tempo, o seu tempo é contado através de memórias e lembranças e nisso conta muito algo como a rotina.

Quando somos crianças, até os 12 ou 13 anos, pouco temos de rotina em nossas vidas, e mesmo as que existem ainda são dignas de nos trazer alguma aprendizagem. E me lembro que neste tempo, da minha infância e pré-adolescência, tudo passava bem devagar, como se fosse para que eu pudesse degustar cada momento novo, cada sensação nova, cada frio na barriga, cada conquista.

Chegou assim a espera pelos 18 anos, poder tirar carta, como a gente dizia, ou chegar a tal maioridade achando que isso nos tornaria independentes e autossuficientes, um grande engano. Este é o maior engano de um adolescente e depois de alguns anos continua sendo, já que ouvi recentemente isso sair da boca da filha de um colega.

Até chegar a responsabilidade financeira e moral o tempo ainda caminha lentamente, mas chegada a rotina, o trabalho, o caminho até o local do trabalho, as obrigações...O tempo começa a voar, os anos, as décadas e dos seus vinte e poucos anos você alcança os trintões num pulo só.

Dentro da última década não me lembro claramente de mais de 10 dias memoráveis, vou fazer esse exercício para valer depois e ver se consigo mesmo os 10 dias.

Isso tudo para dizer que 1 ano de trabalho deve corresponder a 1 dia pintando a rua com tijolo de construção na linha do tempo interna que temos. 

E que hoje, no presente, já adulta, tenho que me esforçar para não deixar tudo ser comprimido e ocupar menos espaço nesta linha do tempo. 

Preciso fazer alguns dias se tornarem memoráveis, algum toque aqui ou ali e realizar o que viemos fazer aqui. 

Viver a vida.



domingo, 20 de fevereiro de 2011

Noite

Descobri recentemente que ouvir um livro me faz adormecer.

Tenho feito isso todas as noites que antecedem os dias de trabalho, assim evito ficar vagando pela madrugada e acordar péssima no dia seguinte ou nem acordar.

Preciso conseguir mais audiolivros e garantir meus dias.

Não entendo porque sou assim, não sofro de insônia porque consigo dormir, só prefiro a noite e meu corpo também. Gosto da teoria maluca de ser genético, devido a minha ascendência nipônica os meus genes e células trabalham no fuso do Japão... 

Talvez devesse procurar trabalhos noturnos. 

Gosto quando alguém fala mais alto nos outros prédios, um bêbado que volta da festa cantando feliz, um casal discutindo a relação depois de um jantar com amigos, amigas já com os saltos nas mão depois de tanto dançar. As conversas dos porteiros e seguranças e as brigas em geral, o carro que parte cantando seus pneus.

Corro até a janela para tentar ver os sujeitos, mas nem sempre é possível.

Rodo por todos os canais de TV, fuço na internet, as vezes choro sozinha, fico puta por qualquer coisa, faço perguntas que ninguém responde.

Bocejo, cochilo e levanto para ir dormir na minha cama.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?





Não sei a resposta desta pergunta.

Sei que existem várias formas de amar e de ser amado.

Foi quando vi um episódio de um seriado (Chuck) que fiquei com essa pergunta no ar. Amar duas pessoas da mesma forma, com os mesmos desejos e afetos, expectativas e decepções...

Somos monogâmicos? As vezes penso que não, mas quando penso em dividir fica complicado, a questão da posse, do "'é meu!" é jogada com força na minha cara quando cogito fazer esse discurso sem moralismo. Ou seja, a moral social está dentro de mim quando relacionada aos meus, para os outros sou a maior liberal.

Quanta hipocrisia minha e o pior é saber disso (e ainda escrever, cara-de-pau mesmo!).

Não tenho conclusões, só essa que ficou no parágrafo acima. (**risos**).


PS. Procurando imagens para ilustrar este post encontrei um texto muito bom em um blog, recomendo a leitura! Monogamia X Poligamia – quem leva a melhor? 

Na busca de algo para ilustrar este post encontrei ótimas imagens.



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Pequenas coisas banais que ele faz por mim

Vou tentar listar sempre as pequenas coisas que ele faz por mim, podem ser banais e na maioria das vezes eu nem noto...

Por isso mesmo que resolvi escrever.

Ele lava a louça

Ele fecha as portas de correr do nosso armário

Ele recolhe o lixo e leva pra fora

Ele traz um chocolate quando volta do trabalho

Ele tranca a porta de casa

Ele recolhe as roupas do varal

(...)

domingo, 4 de abril de 2010

Dissimular

Quando há necessidade de se fazer o que você não faria para contentar aos outros ou a si mesmo.

Isso é dissimular?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Listinha para o jogo de futebol

Eu conheço muitas pessoas apaixonadas por futebol, torcedores fervorosos, aqueles que estão em jogos nos estádios ou dispensam todos os convites para assistir um na TV mesmo.

Vivo com um torcedor, não é fanático, mas é apaixonado. Uma paixão dessas iguais as que sentimos quando adolescentes.

Ele fica calado, não sabe direito onde coloca as mãos enquanto o jogo está rolando. Os pés ficam frios como pedras de gelo.

Quando está com sua paixão (assistindo o time jogar pela televisão) não tem olhos para mais nada, nem ouvidos, nem olfato, nem tato... Apetite então, esquece!

Posso desfilar com a mais provocante lingerie, contar a fofoca mais interessante, tocar fogo na cozinha ou fazer um carinho nas suas pernas. Nada é sequer registrado. E se eu insistir é briga na certa!

Aí eu choro, ele resmunga... Bunda com bunda e Boa noite!

Assim, para dormir sempre de conchinha, já escrevi o que não fazer em dia de jogo na minha listinha!!!


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Sono

Meu primeiro dia de trabalho de 2009 e estou com uma preguiça... Sono...

O estoque está em balanço, então, não podemos movimentar nada. Ou seja, nada que eu possa fazer.

Ler na internet aumenta o meu sono...

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As Aventuras e O Olhar

Fui visitar alguns clientes, fui até Suzano, passei pela Zona Leste de São Paulo.


Pensei em escrever "As Aventuras de uma Japonesa do Interior na Grande São Paulo" (ainda não estou feliz com esse título) e colocar todas as minhas sensações, impressões, perguntas, angústias...


Fui de trem e saquei minha agendinha de bolso e fui escrevendo.

O condutor do trem avisa para tomarmos cuidado com o vão entre o trem e a plataforma, olho para lá, é enorme e com uma diferença de altura, com certeza muitos já foram por ali.

Você desce do trem preocupado para não cair, a saída da estação é por uma catraca horrível, fechada até o teto, uma grade horizontal que cruza com uma outra invertida, você entra dentro dela, como nessas portas giratórias de banco. E pior, ela ainda faz barulho quando gira com você.

Para ajudar eu saí da estação pelo lado errado, fui parar do outro lado da linha do trem.

Fui eu atravessar pela passarela, estava caindo uma chuva fria e fina, eu estava sem guarda-chuva, mas isso não era um problema, pois os camêlos estavam todos pela passarela e fizeram um túnel com toldos para protegerem suas barracas e mercadorias. Um tanto claustrofóbico, mas funcional. Por ali havia gente comprando, vendendo, conversando, de bicicleta e atravessando como eu, trabalhando como eu.

Estou aprendendo muito com meu trabalho. Aprendendo a olhar de verdade.






sábado, 18 de outubro de 2008

Prefiro as mortas

Ontem no supermercado comprei um maço de rosas vermelhas.




Elas estão agora em um vaso de vidro grosseiro, com um pouco de água, enfeitando a sala.

Eu gosto de passar por ali e saber que elas estão ali.

Eu gosto de flores, mesmo sabendo que não tenho nenhum jeito com elas, agora prefiro comprar as que já estão mortas, assim não serei eu a matá-las por falta de habilidade.

Quantas vezes e por quanto tempo passamos a lutar contra a nossa natureza?

Sabemos que não somos todos iguais, mesmo assim, insistimos em coisas que não são naturalmente nossas características, competências, desejos... Perseguindo algo que nos é imposto e sem perceber o tomamos por nosso, por nossa obrigação.

E como podemos perceber o que é natural e o que é imposto?

Não sei.

Não sei se gosto de flores por natureza ou se me foi imposto este gosto por ser mulher.

Não sei se as compro porque eu gosto ou porque nunca as ganhei naturalmente de alguém.

Só sei que prefiro comprar as mortas.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cabelo Liso

A ditadura do cabelo liso me faz pensar na beleza natural das mulheres.

Sempre que falo isso para alguém a resposta é sempre a mesma: "Também com este seu cabelo" ou "Você não sabe o que está falando e não pode falar nada".

Tudo bem, eu assumo, tenho meu cabelo liso e escorrido sim, pretos em sua maioria, existem uns poucos revoltados brancos, insistentes inclusive.

Mas a beleza está em ser natural ou acentuar aquilo que se tem de melhor, certo?

Quando vejo mulheres lindas com aquele cabelo todo esticado, puxado e com aspecto duro fico imaginando-as como suas cabeleiras verdadeiras... Será mesmo necessário?

Que eu saiba as mulheres se arrumam para que outras mulheres aprovem, talvez por isso que a ditadura impere. Não tenho certeza que os homens tenham essa preferência, a ponto de descartarem qualquer mulher só pelo cabelo.

E as mulheres que passam pelo ritual do alisamento costumam ficar tão preocupadas com a juba (não pode molhar, não pode amassar, não pode isso, cuidado com aquilo, ...) que devem ficar chatinhas demais.

Sou pela beleza natural, mas se te faz bem, quem sou eu para questionar...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Chuva

Aqui em São Paulo chove...

É bom, estava seco demais, o nariz já estava até machucado...

Mas é ruim também, está tudo parado, em todas as vias, ninguém anda.

Por isso estou aqui no trabalho, esperando a chuva passar, mas pelo visto terei que ir e tomar uma chuvinha básica.

Santa chuva, maldito trânsito!!!

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Cochilo


Ainda não comecei a trabalhar...

Passei a segunda-feira descansando, foram vários cochilos em frente a tv.

Faço o tal exame médico hoje e vou para a empresa.

Será que já começo? Com que roupa eu vou?

Ixi... Devia ter cuidado das unhas em vez de tirar cochilos. Ah, não... Foi ótimo, vai!

Imagem do Blog Wallpaper e Imagens



quinta-feira, 26 de junho de 2008

Noite em Freezer

Meu mouse quebrou aqui no trabalho. Enquanto não trocam estou usando meus conhecimentos de teclas de atalho. Até que sou boa nisso, deve ser porque eu sou das antigas.

Ontem não conseguia dormir, era o frio que endurecia o pé e deixava gelada a polpa da bunda esquerda e parte da coxa. Um verdadeiro frango congelado!

Percebi que estou deixando a vida passar. Vou pensar mais sobre isso.

terça-feira, 24 de junho de 2008

Frio...

O vento cortante e a sensação de estar desprotegida.

Que vontade de estar em casa, debaixo das cobertas, pronta para dormir assistindo a Sessão da Tarde... Cena mais clássica só com o filme Curtindo a Vida Adoidado.

Que o frio seja bom e breve para você!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Vou de táxi!

Ontem peguei um táxi no metrô e fui até o local onde tinha uma reunião.
Como sempre uso o serviço gosto dos motoristas simpáticos e agradáveis, que respondem e interagem quando eu estou com vontade de conversar (quase sempre!). Gosto de saber há quanto tempo estão na praça, como era quando começaram, o que faziam antes do táxi, quantas horas trabalham, porque decidiram por essa atividade e outras tantas curiosidades... Mas ontem o condutor não estava num dia bom ou não gosta mesmo de jogar uma conversa fora, foi seco e não me deu abertura.

Ainda bem que a corrida foi rápida, mesmo com o trânsito infernal das seis horas da tarde, graças ao corredor exclusivo de ônibus em que os táxis podem rodar, desde que estejam com passageiros.

Uma forma de conquistar clientela neste ramo de serviços é fazer uma boa leitura do passageiro, perceber se ele quer privacidade ou se está interessado em bater papo. Foi assim que fiquei fiel aos taxistas do ponto do metrô São Joaquim e de um do metrô Jabaquara, sempre que precisei fazer uma corrida mais longa e de alguém de confiança (para não ser enganda rodando pela cidade) chamava por eles.

Optei por andar de táxi a manter um carro, por enquanto está valendo, não tenho seguro, estacionamento, ipva, gasolina e manutenção... fora o stress!