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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amor velado, flerte eterno

Sou amiga dessa mulher que carrega em seu peito um sentimento muito bonito.

Quando eu notei comecei a brincar com ela e percebi que o homem também tinha aquele olhar diferente para ela, aquele cuidado,  um carinho.

Depois de um tempo os amigos todos brincavam e ela dizia que estávamos todos loucos, que ele era muito bem casado, que eram só amigos e ele morava lá longe (outro estado!).

Muitos encontros depois, o mesmo comportamento de ambos e hoje até mesmo ela percebeu que existe algo sim, mas que não vai acontecer nada, que o sentimento existe, é recíproco, mas é além do realizável. Sempre será esse amor velado e eles terão em todos os seus encontros esse flerte gostoso.

Um amor assim é bom, chega a ser lindo, mas quando perguntei se dói ela me disse que não... Será?







quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mulheres Amantes - A Outra

Fico sempre muito curiosa com essa questão.


Perguntas que eu gostaria de fazer, mas hoje não conheço ninguém que possa me responder (pelo menos não abertamente).


Isso tudo começou quando tive uma colega de trabalho linda e algum tempo depois fiquei sabendo, lógico que por vias tortas, que ela era amante de um cara casado, ela era a outra.


Tentei nunca julgar a escolha dela, mas juro que nunca entendi.


Jovem, um tanto lolita, pele clara e cabelos escuros, como a própria Branca de Neve. Ela já tinha uma filha de outro relacionamento, devia ter 9 ou 10 anos. Vestia-se muito bem, magra e de medidas perfeitas para os padrões massacrantes do presente, não era vulgar nas suas roupas, não se oferecia através dos decotes ou pernas de fora, clássica e elegante. Educada, falava baixo, sorria discretamente, tinha senso de humor, cultura geral, simpática, humilde e modesta.


Ou seja, tinha tudo para ter um  namorado, noivo ou marido, mesmo sendo mãe (o que sabemos que é um problema sim para alguns homens). Ela era bonita, interessante e podia manter uma conversa com qualquer homem.


A escolha dela, ou o destino dela, a levou a manter um caso com um homem casado.


Por que?


Eu entendo toda a questão da paixão, do encontro tardio, quando uma das partes já tinha casado e depois venho a encontrar alguém que despertou todo esse sentimento.


Mas isso tudo vem acompanhado de uma separação e aqueles que se encontraram ficam juntos e felizes.


Quando isso não acontece que me intriga. Quando a mulher se sujeita a ser a outra por um longo período, muitas vezes pela vida toda ou por parte importante dela.


Talvez seja tão bom quando está ali junto do homem amado, por aquele momento, que todo o resto vale a pena.


Talvez seja crer nas palavras e promessas e se agarrar ao futuro que um dia virá.


Talvez seja uma forma de amar e ser amada mais plena e suficiente que eu não consiga entender, que não dependa de amarras ou presença constante.


Talvez seja social e histórico, a auto-estima baixa das mulheres.


Eu estava pensando em criar algo para ouvir essas mulheres e tentar entender melhor.


Não estou dizendo aqui que não sejam felizes ou que não tenham problemas, sonhos, angústias, desejos e dúvidas. 


Assim como abri este texto reafirmo que é somente uma curiosidade que eu tenho. Perguntas... Quer responder?





domingo, 16 de janeiro de 2011

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?





Não sei a resposta desta pergunta.

Sei que existem várias formas de amar e de ser amado.

Foi quando vi um episódio de um seriado (Chuck) que fiquei com essa pergunta no ar. Amar duas pessoas da mesma forma, com os mesmos desejos e afetos, expectativas e decepções...

Somos monogâmicos? As vezes penso que não, mas quando penso em dividir fica complicado, a questão da posse, do "'é meu!" é jogada com força na minha cara quando cogito fazer esse discurso sem moralismo. Ou seja, a moral social está dentro de mim quando relacionada aos meus, para os outros sou a maior liberal.

Quanta hipocrisia minha e o pior é saber disso (e ainda escrever, cara-de-pau mesmo!).

Não tenho conclusões, só essa que ficou no parágrafo acima. (**risos**).


PS. Procurando imagens para ilustrar este post encontrei um texto muito bom em um blog, recomendo a leitura! Monogamia X Poligamia – quem leva a melhor? 

Na busca de algo para ilustrar este post encontrei ótimas imagens.



segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meu melhor amigo é o meu marido.

Será que isso deveria me preocupar?

Somos sexualmente ativos sim, adoramos conversar, se cutucar, fazer um afago, vamos ao cinema, jantamos fora...Cuidamos da casa do nosso estranho jeito, brigamos como qualquer outro casal normal.

Também acho normal ser amigo do seu parceiro numa relação. Mas ele ser o seu melhor amigo, tudo bem?

Fica a pergunta.

Mas que é bom demais e sempre que posso abraço e cheiro ele assim... (Não é lindo? É um dragão e uma menina!!! E repara só a alegria dela! Sou eu!!!)

*Ilustração de Hiro Kawahara




terça-feira, 21 de julho de 2009

Dores Alheias

Não é Fácil
Marisa Monte - Composição: Marisa Monte/Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown


Não é fácil
Não pensar em você
Não é fácil
É estranho
Não te contar meus planos
Não te encontrar

Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado

Na verdade eu preciso aprender
Não é fácil, não é fácil

Onde você anda
Onde está você
Toda vez que saio
Me preparo pra talvez te ver

Na verdade eu preciso esquecer
Não é fácil, não é fácil

Todo dia de manhã
Enquanto tomo meu café amargo
É, ainda boto fé
De um dia te ter ao meu lado

O que eu faço
O que posso fazer?
Não é fácil
Não é fácil

Se você quisesse ia ser tão legal
Acho que eu seria mais feliz
Do que qualquer mortal

Na verdade não consigo esquecer
Não é fácil
É estranho


Uma amiga desmanchou um relacionamento recentemente. Um relacionamento maduro, aos meus apertados olhos.

Essa música me fazia doer o peito quando ouvia lá no interior, sozinha, com minhas angústias e minhas perguntas vazias.

Não sei o que ela sente, posso dizer que eu imagino, mas imaginar é supor, não dá para dimensionar nada, não dá para sentir no lugar para entender melhor o que é.

Sei que não é fácil, que a cabeça faz voltas nas perguntas, retorna para as lembranças, vasculha as falas procurando explicações que talvez não existam.

***Será um retorno meu ao blog?? Abandonado, coitado!***

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Tomar um porre

Já vai fazer um ano que eu não tomo um porre daqueles...

Eu acho que vai fazer, não tenho muita certeza, não me lembro de ter tido um depois daquele da despedida do meu emprego no ano passado (A Bêbada e A Fugitiva).

Claro que fico de pilequinho, alegrinha e tal, mas nada de apagões memoriais, arrependimentos vergonhosos...

Ou estou ficando mais profissional ao beber ou estou bebendo menos... Ou as duas coisas.

Mas estou com saudades de tomar um porre, quem sabe no meu aniversário!

"Hoje eu vou tomar um porre - Não me socorre eu tô feliz"
De bar em bar, Didi, um poeta (União da Ilha - 1991)Autores: Franco

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Como acaba? Por que acaba?

Ontem assisti o Profissão Repórter e fiquei muito emocionada com um dos casos que eles acompanharam.
Um homem que era apaixonado por uma amiga antiga e não a encontrava há 22 anos.
Ele ficava tão nervoso e emocionado que me supreendeu.
Depois ao mexer em uma caixa cheia de lembranças encontrou uma carta da ex-mulher, com quem foi casado por mais de 10 anos e separaram-se, ele ficou mais uma vez emocionado, chorou e perguntou porque será que o amor acaba, como duas pessoas que se amaram tanto e construiram toda uma vida juntas e mesmo assim acaba, simples... Como acaba? Por que acaba?
Nossa... fiquei mesmo admirada, tocada pela sensibilidade dele, da emoção, das lágrimas.
Este assunto anda me rondando muito. No meu casamento está tudo bem, mas tenho muitos amigos separados ou em crise, ando falando muito nisso e questionando muito também.
Acho que fica tudo mais confuso por eu estar bem em casa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O que eu faço?

O que eu faço?
Porque não aceito nem o sim e nem o não.
Nem o assim e nem o assado.
O que eu faço?
Não! Não diga nada.
A resposta não será encontrada fora.
O que eu faço?
A maldita resposta deve estar por aqui.
Perdida entre a razão e a paixão.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O Louco

Ontem acabei caindo num site de previsões (Personare) e lá você pode tirar uma carta de tarot por dia...

Eis a carta que eu tirei e o que dizia:

"O Louco
Momento de voar

A hora é esta, Telma: arriscar-se, atirar-se destemidamente na direção do novo. Ainda que muitas pessoas possam se apavorar e tentar lhe demover daquilo que sua alma interpreta como um novo impulso criativo, não se incomode. As pessoas falam porque estão viciadas em certezas e seguranças. Mas O Louco, arcano zero do Tarot, vem lembrar que, eventualmente, alguma loucura é mais do que bem-vinda! Ponha sua vida em movimento e lembre-se que é sempre momento de recomeçar. Evite o medo e não espere as coisas tomarem uma forma "certa" para agir. Vá!

Conselho: Momento de se atirar em novas direções, sem temor."

Não acredito mais nessas coisas, mas o que está escrito aí me incomoda, me faz questionar o que está acontecendo comigo.

Estou sem trabalho e estou curtindo, ou será que estou me enganando? Tentando não me frustar?? Não estou com medo e não estou com vontade nem inspiração para correr atrás de nada... Nem recomeçar, nem novas direções, nada...

Sei lá... vai entender este meu momento... O Louco!


quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Amanhã ?

Amanhã (no sentido de depois que eu dormir) pode ser um dia importante.

Já é bastante importante porque é o aniversário de 1 ano que moramos neste apartamento.

Acredito mais que será um dia como os outros.