segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

2009 no guarda roupa

O Ano Novo sempre me faz sentir bem, por mais que eu saiba que é só uma passagem numérica, uma forma de contar o tempo...

Remete a algo novo, uma nova chance de fazer, refazer ou recomeçar.

Chance para ser diferente ou ser a mesma, mas com sonhos novos, desejos novos, objetivos novos.

O agora é para mim o momento de renovar, renovar tudo, desde as roupas que estão no guarda roupa até o que quero do futuro.

Porém para renovar é preciso rever, olhar para as roupas velhas e tomar decisões, as que não uso mais vou doar, as que significam algo para mim, mesmo que não as use nunca, vou guardar lá no fundo da gaveta e aquelas que ainda agüentam mais um pouco irão ficar, depois é hora de comprar as novas... Ousar, arriscar e tentar algo novo!

Assim é o Ano Novo, uma ótima oportunidade de rever, decidir e renovar! Porque o ano é curto e a vida também, mas é preciso uma data para que pensemos um pouco assim...

Feliz Ano Novo para todos!

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Um mês depois

Tanta coisa aconteceu que nem me dei conta que tem exatamente um mês que eu não escrevo nada.

Prometo que ainda hoje eu volto aqui para dar o ar da graça!!!

terça-feira, 21 de outubro de 2008

As Aventuras e O Olhar

Fui visitar alguns clientes, fui até Suzano, passei pela Zona Leste de São Paulo.


Pensei em escrever "As Aventuras de uma Japonesa do Interior na Grande São Paulo" (ainda não estou feliz com esse título) e colocar todas as minhas sensações, impressões, perguntas, angústias...


Fui de trem e saquei minha agendinha de bolso e fui escrevendo.

O condutor do trem avisa para tomarmos cuidado com o vão entre o trem e a plataforma, olho para lá, é enorme e com uma diferença de altura, com certeza muitos já foram por ali.

Você desce do trem preocupado para não cair, a saída da estação é por uma catraca horrível, fechada até o teto, uma grade horizontal que cruza com uma outra invertida, você entra dentro dela, como nessas portas giratórias de banco. E pior, ela ainda faz barulho quando gira com você.

Para ajudar eu saí da estação pelo lado errado, fui parar do outro lado da linha do trem.

Fui eu atravessar pela passarela, estava caindo uma chuva fria e fina, eu estava sem guarda-chuva, mas isso não era um problema, pois os camêlos estavam todos pela passarela e fizeram um túnel com toldos para protegerem suas barracas e mercadorias. Um tanto claustrofóbico, mas funcional. Por ali havia gente comprando, vendendo, conversando, de bicicleta e atravessando como eu, trabalhando como eu.

Estou aprendendo muito com meu trabalho. Aprendendo a olhar de verdade.






sábado, 18 de outubro de 2008

Prefiro as mortas

Ontem no supermercado comprei um maço de rosas vermelhas.




Elas estão agora em um vaso de vidro grosseiro, com um pouco de água, enfeitando a sala.

Eu gosto de passar por ali e saber que elas estão ali.

Eu gosto de flores, mesmo sabendo que não tenho nenhum jeito com elas, agora prefiro comprar as que já estão mortas, assim não serei eu a matá-las por falta de habilidade.

Quantas vezes e por quanto tempo passamos a lutar contra a nossa natureza?

Sabemos que não somos todos iguais, mesmo assim, insistimos em coisas que não são naturalmente nossas características, competências, desejos... Perseguindo algo que nos é imposto e sem perceber o tomamos por nosso, por nossa obrigação.

E como podemos perceber o que é natural e o que é imposto?

Não sei.

Não sei se gosto de flores por natureza ou se me foi imposto este gosto por ser mulher.

Não sei se as compro porque eu gosto ou porque nunca as ganhei naturalmente de alguém.

Só sei que prefiro comprar as mortas.


quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Como acaba? Por que acaba?

Ontem assisti o Profissão Repórter e fiquei muito emocionada com um dos casos que eles acompanharam.
Um homem que era apaixonado por uma amiga antiga e não a encontrava há 22 anos.
Ele ficava tão nervoso e emocionado que me supreendeu.
Depois ao mexer em uma caixa cheia de lembranças encontrou uma carta da ex-mulher, com quem foi casado por mais de 10 anos e separaram-se, ele ficou mais uma vez emocionado, chorou e perguntou porque será que o amor acaba, como duas pessoas que se amaram tanto e construiram toda uma vida juntas e mesmo assim acaba, simples... Como acaba? Por que acaba?
Nossa... fiquei mesmo admirada, tocada pela sensibilidade dele, da emoção, das lágrimas.
Este assunto anda me rondando muito. No meu casamento está tudo bem, mas tenho muitos amigos separados ou em crise, ando falando muito nisso e questionando muito também.
Acho que fica tudo mais confuso por eu estar bem em casa.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Japoneses Brasileiros

Nada como passar um tempinho com a família.

Principalmente família grande, são cinco os filhos e quatro os netos. Um monte de japoneses que mais se parecem com italianos nos gestual, nas conversas e nos risos.

Foi um bom final de semana...

Que venha a semana!

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Felizes Juntos!

Um registro que eu queria deixar aqui...

No dia 21 de setembro fizemos 6 anos juntos!

Nossa música da época de namoro e que morávamos longe um do outro!

Só um pedaçinho...

"So kiss me and smile for me
Tell me that you'll wait for me
Hold me like you'll never let me go
'Cause I'm leaving on a jet plane
I don't know when I'll be back again
Oh babe, I hate to go" (Janis Joplin)

Homens da memória

Os homens da minha vida...

Não estou falando só dos que passaram fisicamente por ela, mas também daqueles de quem nunca senti o cheiro e mesmo assim fazem parte de uma pastinha de arquivos na minha memória.

Sabe do que eu estou falando?

Pois é, hoje acabei pensando nisso porque fui encontrada pelo orkut por um menino (hoje já homem feito) que eu gostei dos 10 aos 12 anos, isso lá na cidadezinha do interior em que vivi. Aos 13 mudei de cidade e nunca mais o vi, ou se vi não me lembro porque certamente não gostava mais dele. **risos**

Que maluco isso, não?
Já se foram mais de 17 anos e me lembro de algumas pequenas sensações... Como a de ficar olhando para ele no recreio, ele era um ano mais velho, de ir para escola à tarde para vê-lo jogar o que fosse (basquete, futebol, volley, etc) e de uma foto que tirei dele (não me lembro como consegui isso!).

E nunca aconteceu nada, bem coisa de criança mesmo. Boas lembranças!!!

Em comum tínhamos um amigo, que continuou muito meu amigo, mesmo depois da mudança, mas há tempos não tenho notícias dele, sumiu do orkut e de tudo mais... Sinto saudades, amigão mesmo, sabe? Acho que vou tentar encontrar um meio de me comunicar com ele...

Lembranças boas e gostosas da infância!

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Olhares

Andei de trem hoje.
Fui visitar alguns clientes na grande São Paulo, fui até Mauá, para tanto tive que fazer uma longa viagem, mas mesmo assim foi muito interessante (e dolorosa!).

Peguei o metro da zona leste e depois o trem que faz a linha Luz - Rio Grande da Serra, como fui fora do horário de pico foi tranquilo, fiquei observando as pessoas ali dentro, algumas olhavam para a paisagem passando pelo lado de fora, outras cochilavam, conversavam ou observavam assim como eu.

Rostos cansados, marcados pelo sol, pelo trabalho duro e pelo horário não sabia para onde estavam indo... Para casa descansar? Não... talvez um segundo ou terceiro emprego.

O frio estava cortante e mesmo assim dentro dos vagões estava quente, imaginei que terrível deve ser em dias de verão (ou do nosso inverno maluco).

Um senhor jovem oferecia revistas de gramática da nossa língua portuguesa por apenas um real, um garoto de treze anos recitou uma poesia oferecendo seus serviços de engraxate por dois reais, ainda fazendo rima contou a história da sua família e a razão que o trazia até ali, mais seis irmãos, com a dispensa vazia em casa, irmãozinho chorando cedo de fome hoje, o pai já não vive com eles e a mãe está doente...

Não tive coragem de olhar nos olhos deles, sinto vergonha nestes momentos, e não sei do que sinto vergonha, mas sinto.

Talvez por não fazer nada. Só evitando olhares.