quinta-feira, 28 de março de 2013

Coração cheio partido

Foi há muito tempo, eu era só uma garota de 14 anos que mudou de cidade no interior.

Minha primeira tristeza, minha primeira separação.

Tudo o que eu achava que podia ser ficou para trás, lá na pequena cidade ficou a garota que era o centro da turma da escola, a que organizava os piqueniques no bosque, os bailinhos e era cupido dos casais...

Nova cidade, nova escola e novos amigos.

Mas por mais de 2 anos permaneci voltando para a pequena cidade e revendo velhos amigos, uma vez ao mês, ou sempre que meus pais me deixavam.

Numa dessas voltas reencontrei um amigo, um garoto que foi namoradinho de outra amiga, que eu mesma agitava para eles ficarem juntos. Coisa de criança, sabe?

Não namoravam mais, já tinha um bom tempo. Ele me convidou para dar uma volta de moto no lago.

Descemos da moto, estava escuro e um pouco frio... Ele me puxou e me beijou.

Foi engraçado e sem graça ao mesmo tempo, batemos de leve os dentes da frente. Muita emoção!

Começamos o tal namoro à distância. Foi bom, cheio de descobertas e uma aventura de indas e vindas.

Mas aos 14 anos, sem grana própria, sem autonomia, sem liberdade a coisa esfriou.

Não me lembro bem como foi, devo ter me protegido dessas memórias, só recordo que alguém me contou que ele me chifrava em uma outra cidade, onde tinha uns parentes. Não lembro o que fiz, não lembro o quanto sofri e se chorei (mas imagino que sim e muito!), não lembro como terminou, não lembro de mais nada.

De alguma forma deve ter sido traumático para tanta negação... Meu primeiro namorado, meu primeiro chifre, meu primeiro rompimento, meu primeiro esquecimento amoroso!

Não foi só um pé na bunda, foi um coração cheio partido.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Minha melhor amiga

Sabe aquela sua amiga de pré adolescência?

Aquela que vivia com você quando tinha 12 ou 13 anos, para todos os lados, cheias de assunto para conversar, risos soltos e tudo mais?

É difícil manter uma amizade assim, a vida, as escolhas que fazemos, muitos outros fatores separam nossos destinos.

E foi assim que aconteceu, vivemos intensamente nossa amizade até os vinte e poucos anos e fomos nos perdendo, sem grandes rompimentos ou brigas. Foi só uma distância que foi crescendo e crescendo.

Sempre senti falta dela, nas horas difíceis e nas horas de alegria, nas dúvidas e nas certezas.

Outro agravante foi a distância física, eu mudei para a capital e ela ficou no interior.

E a mesma vida nos reuniu novamente, não em definitivo ainda, mas já rendeu bons momentos!

O namorado dela, que era nosso amigo de adolescência também, está morando aqui e ela vem todo mês.

Agora nas férias dela passamos bons dias juntas!

Minha melhor amiga, minha melhor lembrança e a minha felicidade de reviver a vida!

Saúde!!!


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Resoluções do Ano Novo

Todo final de ano me pego pensando na vida.

Aquela hora do balanço geral.

O ano de 2012 foi muito legal por pontos bem específicos:

- Fiz a festa de casamento que sempre quis, casei de vestido vermelho como se cumprisse uma profecia (assunto para um outro post!);

- Meu marido começou a dirigir, agora ele vai para o trabalho todos os dias de carro e está pegando até gosto pela coisa! Compramos um carro usado automático para isso, algo que foi essencial;

- Viajamos para Natal/RN e para o Rio de Janeiro/RJ, algo que faz bem e vale cada centavo!

- Começamos a nos alimentar melhor em casa, me desafiei a fazer o jantar nos dias de semana, não deixar a preguiça me vencer e ter tudo o que fosse necessário para isso. Queria provar para mim mesma que era capaz e consegui.

Para 2013 fiz algumas resoluções práticas e outras mais de inspiração...

Vamos lá!

As práticas relacionadas até o momento:
- comprar um sofá novo para a sala;
- mandar fazer um móvel para colocar todos os discos de vinil que temos;
- arranjar uma maneira de organizar e guardar nossos papéis.

As de inspiração:
- ir mais á praia;
- ler mais;
- caminhar;
- ir mais ao teatro ou shows de música.


Agora é viver mais um ano! E que muitas coisas boas aconteçam e que eu faça acontecer!!!





sábado, 23 de junho de 2012

Esquecimento

Eu esqueço tudo muito rápido...

Qualquer coisa, um filme, um final de novela, de livro, de piada.

Se você briga comigo sou capaz de esquecer a razão, se eu perdoar então, deleto total.

Fico preocupada com isso em alguns momentos. Será que é normal não ser nem um pouquinho "coração peludo"?

Sabe o que é coração peludo? São pessoas que guardam mágoa, rancorosas por natureza...

Eu choro muito quando estou triste ou magoada, frustrada ou angustiada.

Na real não são os momentos de esquecimento emotivos que me deixam intrigada, são os momentos corriqueiros que me deixam mais de pulga atrás da orelha.

O melhor e mais atual/marcante momento desses foi com o filme "E o vento levou...", clássico dos clássicos, eu já tinha assistido mais jovem, sei lá, há uns bons 10 anos ou mais, ok, não lembrava de nada, normal até aí. Assisti, adorei e depois de uma semana conversava com meu marido e minha sogra sobre o filme e pã!!! Não lembrava como acabava o filme, se a mocinha ficava com o "love of my life" dela... Olhei com aquela cara para o meu marido e perguntei. Ele não acreditou em mim, nem eu mesma acreditei.

A pergunta que precisa de respostas: É normal???




terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Extrapolar

Ir além do limite. Perder a cabeça.

Quando isso significa diversão é ótimo e foi isso o que aconteceu no sábado passado. 

Meu marido e eu fomos para uma festa e nos acabamos, dançamos, bebemos e rimos juntos.

Não sei bem como eu estou, mas melhor que antes. Não sei por quanto tempo, mas por enquanto está tudo bem.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Espero que passe logo...

Tirando os dias de festa em que fui para casa dos meus pais no interior, passei cada dia das minhas férias em casa, trocando o dia pela noite, me alimentando de cereal e miojo, assisti todos os episódios da sétima temporada de One Tree Hill e Cold Case...

Sem forças e coragem para ir levar o ferro de passar para consertar e trocar a mangueira do aspirador, o local fica a menos de 500 metros de casa.


Não arrumei os armários da cozinha e nem separei as roupas que não usamos mais como eu havia planejado.

Entrei numa roda morta, estou aqui triste e sem vontade de fazer nada.

A verdade é que eu espero que alguém me pegue pela mão e faça com que este momento seja especial, planeje algo diferente, me surpreenda.

Consegui nestes dias cozinhar um pouco, fiz um bolo de chocolate e um fricassê de frango capenga (faltou o requeijão!).

Não fui ao shopping trocar os presentes de natal que não serviram ou eu não gostei. Não fui comprar 2 calças jeans como havia listado.

Quis ir à praia, mas não tentei organizar a viagem.

Precisamos lavar as roupas de cama e banho que não levamos à casa dos meus pais, pois era feriado e um curto feriado.

Não digo nada à ninguém porque tenho vergonha. Liguei para duas psicólogas, uma das metas deste novo ano é fazer terapia, uma não atende mais em consulta e a outra não atende o telefone. Peguei algumas indicações com amigos ontem, não liguei para nenhum.

Queria falar com alguém, busquei o telefone do CVV para conversar, liguei, chamou 3 vezes e eu desliguei. Antes disso uma amiga me ligou, perguntou porque estou procurando terapia, se aconteceu algo, eu disse que está tudo bem e que só faz parte das metas do ano.

Eu sabia que minhas férias seriam assim, meu marido está trabalhando, não tem direito à férias ainda. O pior é ouvir dele que está torcendo para eu voltar a trabalhar porque fico deprimida, esperava dele alguma iniciativa de planejar fazer algo comigo neste fim de semana.

A única coisa que ele planeja fazer é ir visitar a mãe, fica sempre dizendo isso, que quer ir lá na casa dela, que só ela tem vindo aqui em casa. Sei que faz tempo que não vamos até lá, mas também por conveniência dela, assim ela não precisa prender os cachorros ou limpar a casa para mim Também é bom pra mim que ela venha, não preciso dirigir até lá, algo que não gosto de fazer. Meu marido não dirige e acabou acomodado, já que eu o faço, mas é sempre uma luta para mim.

Ontem deixei um bilhete para ele pedindo desculpas pelo meu atual comportamento, um bilhete confuso escrito de madrugada, com um pouco de culpa, frustrações e acusações veladas. Tenho a impressão que ele não veio se despedir de mim esta manhã, mas não posso afirmar, pois devia estar desmaiada e posso não estar lembrando...

Minha vida é boa, por isso não sei o que está acontecendo comigo, não entendo e não consigo sair disso.

Toda vez antes de dormir faço planos curtos, do tipo ir levar o ferro para o conserto ou separar as roupas e sapatos, acordo e não faço nada.

Ainda não chorei.

Acabo de ler o que escrevi. Sinto vergonha. Uma vontade de selecionar tudo e apertar o delete. 

Espero que passe logo...



terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Pequenas surpresas, pequenos prazeres!


Os primeiros dias do ano e o peito fica apertado, o sono desaparece e meus pensamentos são os mais sem noção...

Mas a vida tem se mostrado de pequenas surpresas boas, não tenho o que temer. Conhecer coisas novas, mesmo que tardiamente.

Assim como experimentar uma cereja (dessas de verdade, a fruta natural mesmo!) há poucos anos e adorar!
Pequenas surpresas, pequenos prazeres!


quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Terapia - O primeiro passo


Sou daquelas que é super favorável a terapia, aquela que diz para as pessoas fazerem, mas não faz.


Faça o que eu falo e não o que eu faço. Sim, neste caso sou eu mesma.

Na listinha de TO DO para 2012 está procurar terapia, e me pego pensando que é caro, mas nem sei quanto está hoje em dia a sessão aqui em São Paulo. Ou então penso que não terei um horário para ir ou onde será, que precisa ser perto de metrô, ou de casa...

Uma infinidade de desculpas que podem sim me fazer empurrar e ao mesmo tempos fica mais evidente para mim que estou precisando de ajuda para me organizar por dentro, me ver melhor, me conhecer, me permitir.

sábado, 15 de outubro de 2011

Uma professora, um futuro, um dia...

Outro dia tive que fazer uma apresentação, de última hora, sem preparação decente. Público de 200 pessoas, auditório de um hotel.


Fiquei preocupada e ansiosa, posso até admitir que fiquei nervosa com a situação.


Mas quando peguei o microfone na mão foi como se uma chave tivesse sido virada nas minhas costas, como naqueles desenhos animados de boneco de corda.




Uma explosão de adrenalina que fez o calor subir para as minhas bochechas, andar por todo o palco e falar com uma segurança que não sei de onde vem.


Fiquei feliz e me lembrei dos tempos em que fazia muito isso, na época da faculdade e do movimentos estudantil.


E hoje, no dia dos professores, me lembro que podia ser uma e algumas escolhas da minha vida (não vamos julgar certas ou erradas, pois não é assim que vejo) me levaram para um caminho bem diferente.


Gosto de pensar que um dia posso exercer a profissão... Um dia, um futuro.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Amor velado, flerte eterno

Sou amiga dessa mulher que carrega em seu peito um sentimento muito bonito.

Quando eu notei comecei a brincar com ela e percebi que o homem também tinha aquele olhar diferente para ela, aquele cuidado,  um carinho.

Depois de um tempo os amigos todos brincavam e ela dizia que estávamos todos loucos, que ele era muito bem casado, que eram só amigos e ele morava lá longe (outro estado!).

Muitos encontros depois, o mesmo comportamento de ambos e hoje até mesmo ela percebeu que existe algo sim, mas que não vai acontecer nada, que o sentimento existe, é recíproco, mas é além do realizável. Sempre será esse amor velado e eles terão em todos os seus encontros esse flerte gostoso.

Um amor assim é bom, chega a ser lindo, mas quando perguntei se dói ela me disse que não... Será?







domingo, 12 de junho de 2011

A Linha do Tempo Interna



Um pouco antes de completar meus 32 anos meu marido me perguntou se eu achava que tinha passado rápido...

Sempre me perguntou o que está acontecendo com o tempo e com o MEU tempo.

O tempo é muito relativo e todas as sensações que ele nos dá depende do que é ou não registrado na memória.

O tempo como cronologia, pelo tic-tac de um relógio, pelas rotações e translações é exato, sempre o mesmo, nunca passa mais rápido ou devagar.

Mas o meu tempo, o seu tempo é contado através de memórias e lembranças e nisso conta muito algo como a rotina.

Quando somos crianças, até os 12 ou 13 anos, pouco temos de rotina em nossas vidas, e mesmo as que existem ainda são dignas de nos trazer alguma aprendizagem. E me lembro que neste tempo, da minha infância e pré-adolescência, tudo passava bem devagar, como se fosse para que eu pudesse degustar cada momento novo, cada sensação nova, cada frio na barriga, cada conquista.

Chegou assim a espera pelos 18 anos, poder tirar carta, como a gente dizia, ou chegar a tal maioridade achando que isso nos tornaria independentes e autossuficientes, um grande engano. Este é o maior engano de um adolescente e depois de alguns anos continua sendo, já que ouvi recentemente isso sair da boca da filha de um colega.

Até chegar a responsabilidade financeira e moral o tempo ainda caminha lentamente, mas chegada a rotina, o trabalho, o caminho até o local do trabalho, as obrigações...O tempo começa a voar, os anos, as décadas e dos seus vinte e poucos anos você alcança os trintões num pulo só.

Dentro da última década não me lembro claramente de mais de 10 dias memoráveis, vou fazer esse exercício para valer depois e ver se consigo mesmo os 10 dias.

Isso tudo para dizer que 1 ano de trabalho deve corresponder a 1 dia pintando a rua com tijolo de construção na linha do tempo interna que temos. 

E que hoje, no presente, já adulta, tenho que me esforçar para não deixar tudo ser comprimido e ocupar menos espaço nesta linha do tempo. 

Preciso fazer alguns dias se tornarem memoráveis, algum toque aqui ou ali e realizar o que viemos fazer aqui. 

Viver a vida.



quarta-feira, 20 de abril de 2011

Serenidade e Sabedoria





Gosto dessa oração:

Oração da Serenidade (mas eu chamaria de Oração da Sabedoria)

Concede-me, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não posso modificar, coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para distinguir uma das outras. (Reinhold Niebuhr)


Apesar de ser uma oração, um pedido a Deus, eu sempre desejei sabedoria para as pessoas em votos de aniversário...

Depois de um certo tempo e experiência comecei a entender essa diferença entre o que podemos ou não mudar.

Escolha as brigas certas. Ouvi isso de um chefe, mas é uma outra história para contar...




quarta-feira, 6 de abril de 2011

Mulheres Amantes - A Outra

Fico sempre muito curiosa com essa questão.


Perguntas que eu gostaria de fazer, mas hoje não conheço ninguém que possa me responder (pelo menos não abertamente).


Isso tudo começou quando tive uma colega de trabalho linda e algum tempo depois fiquei sabendo, lógico que por vias tortas, que ela era amante de um cara casado, ela era a outra.


Tentei nunca julgar a escolha dela, mas juro que nunca entendi.


Jovem, um tanto lolita, pele clara e cabelos escuros, como a própria Branca de Neve. Ela já tinha uma filha de outro relacionamento, devia ter 9 ou 10 anos. Vestia-se muito bem, magra e de medidas perfeitas para os padrões massacrantes do presente, não era vulgar nas suas roupas, não se oferecia através dos decotes ou pernas de fora, clássica e elegante. Educada, falava baixo, sorria discretamente, tinha senso de humor, cultura geral, simpática, humilde e modesta.


Ou seja, tinha tudo para ter um  namorado, noivo ou marido, mesmo sendo mãe (o que sabemos que é um problema sim para alguns homens). Ela era bonita, interessante e podia manter uma conversa com qualquer homem.


A escolha dela, ou o destino dela, a levou a manter um caso com um homem casado.


Por que?


Eu entendo toda a questão da paixão, do encontro tardio, quando uma das partes já tinha casado e depois venho a encontrar alguém que despertou todo esse sentimento.


Mas isso tudo vem acompanhado de uma separação e aqueles que se encontraram ficam juntos e felizes.


Quando isso não acontece que me intriga. Quando a mulher se sujeita a ser a outra por um longo período, muitas vezes pela vida toda ou por parte importante dela.


Talvez seja tão bom quando está ali junto do homem amado, por aquele momento, que todo o resto vale a pena.


Talvez seja crer nas palavras e promessas e se agarrar ao futuro que um dia virá.


Talvez seja uma forma de amar e ser amada mais plena e suficiente que eu não consiga entender, que não dependa de amarras ou presença constante.


Talvez seja social e histórico, a auto-estima baixa das mulheres.


Eu estava pensando em criar algo para ouvir essas mulheres e tentar entender melhor.


Não estou dizendo aqui que não sejam felizes ou que não tenham problemas, sonhos, angústias, desejos e dúvidas. 


Assim como abri este texto reafirmo que é somente uma curiosidade que eu tenho. Perguntas... Quer responder?





quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Aniversário

O meu está chegando.

No dia 26 completo 32 anos de vida.

Gosto muito de comemorar e fico como criança esperando a data chegar. Meu peito se enche de alegria nos dias que antecedem a data.

Por muitos anos não comemorei, no início por não ter amigos para fazer uma festa, acabara de mudar para São Paulo e a dureza desta cidade em que nem os conhecidos e colegas se encontram todos os dias ou toda semana (assim como era minha vida no interior) e depois que já tinha amigos e até uma certa frequência de encontros fiquei estagnada, sem nenhuma movimentação dentro de mim para agitar.

Foi quando passou meu aniversário de 30 anos e nada fiz que percebi que a data que sempre fora motivo de alegria e felicidade passou a ser um vazio, pois assim foi que me senti, uma tristeza e angústia profunda.

Decidi perto dos 31 fazer A FESTA, toda a preparação e aquela insegurança boba. E se não aparecer ninguém?

Minha família veio quase toda, amigos queridos, amigos que eu não encontrava há tempos... Mais de 50 pessoas que fizeram o modesto salão de festas do prédio ficar pequeno.

A lista de convidados dos 32 anos já sofreu cortes doloridos e já passamos dos 40 confirmados!

Nem era esse rumo que o post devia ter tomado, mas a empolgação é tanta que já foi.

Depois escrevo o que era pra ser... Depois do meu aniversário!!!



domingo, 20 de fevereiro de 2011

Noite

Descobri recentemente que ouvir um livro me faz adormecer.

Tenho feito isso todas as noites que antecedem os dias de trabalho, assim evito ficar vagando pela madrugada e acordar péssima no dia seguinte ou nem acordar.

Preciso conseguir mais audiolivros e garantir meus dias.

Não entendo porque sou assim, não sofro de insônia porque consigo dormir, só prefiro a noite e meu corpo também. Gosto da teoria maluca de ser genético, devido a minha ascendência nipônica os meus genes e células trabalham no fuso do Japão... 

Talvez devesse procurar trabalhos noturnos. 

Gosto quando alguém fala mais alto nos outros prédios, um bêbado que volta da festa cantando feliz, um casal discutindo a relação depois de um jantar com amigos, amigas já com os saltos nas mão depois de tanto dançar. As conversas dos porteiros e seguranças e as brigas em geral, o carro que parte cantando seus pneus.

Corro até a janela para tentar ver os sujeitos, mas nem sempre é possível.

Rodo por todos os canais de TV, fuço na internet, as vezes choro sozinha, fico puta por qualquer coisa, faço perguntas que ninguém responde.

Bocejo, cochilo e levanto para ir dormir na minha cama.


domingo, 16 de janeiro de 2011

Podemos amar duas pessoas ao mesmo tempo?





Não sei a resposta desta pergunta.

Sei que existem várias formas de amar e de ser amado.

Foi quando vi um episódio de um seriado (Chuck) que fiquei com essa pergunta no ar. Amar duas pessoas da mesma forma, com os mesmos desejos e afetos, expectativas e decepções...

Somos monogâmicos? As vezes penso que não, mas quando penso em dividir fica complicado, a questão da posse, do "'é meu!" é jogada com força na minha cara quando cogito fazer esse discurso sem moralismo. Ou seja, a moral social está dentro de mim quando relacionada aos meus, para os outros sou a maior liberal.

Quanta hipocrisia minha e o pior é saber disso (e ainda escrever, cara-de-pau mesmo!).

Não tenho conclusões, só essa que ficou no parágrafo acima. (**risos**).


PS. Procurando imagens para ilustrar este post encontrei um texto muito bom em um blog, recomendo a leitura! Monogamia X Poligamia – quem leva a melhor? 

Na busca de algo para ilustrar este post encontrei ótimas imagens.



quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Dias chuvosos e tristezas estranhas




Hoje choveu o dia todo.

Aquela chuva constante, praticamente linear.

Isso deixou o dia triste, mas foi uma pequena discussão com o marido no final do dia que me deixou estranhamente triste.

Pode ser a TPM que está deixando minha sensibilidade à flor da pele ou é essa época do ano que também mexe comigo.

Agora é a madrugada que continua chuvosa, o som continua e essa tristeza vazia está aqui dentro do peito.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Meu melhor amigo é o meu marido.

Será que isso deveria me preocupar?

Somos sexualmente ativos sim, adoramos conversar, se cutucar, fazer um afago, vamos ao cinema, jantamos fora...Cuidamos da casa do nosso estranho jeito, brigamos como qualquer outro casal normal.

Também acho normal ser amigo do seu parceiro numa relação. Mas ele ser o seu melhor amigo, tudo bem?

Fica a pergunta.

Mas que é bom demais e sempre que posso abraço e cheiro ele assim... (Não é lindo? É um dragão e uma menina!!! E repara só a alegria dela! Sou eu!!!)

*Ilustração de Hiro Kawahara




quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Cadernos, diários e anotações

Quando pequena escrevia em diário, com direito a cadeado e tudo mais.

Comecei criança com aquele diário do início dos anos 90, era cheiroso, com folhas cor-de-rosa e tinha uma capa de plástico rosa também, nela duas abas pequenas (bem frágeis!) para colocar o cadeado que vinha com duas chavinhas. Eu deixava as duas juntas, não entendia a lógica ainda.

Escrevia ali coisas que aconteciam nos meus dias, bobeiras bem inocentes.

Depois veio a fase das agendas, lá escrevia as angústias adolescentes, os amores secretos, as estripulias... Colocava tudo naquelas páginas, papel de bala, de bombom, ticket de cinema, canudinho, bilhetinhos de amigos e tantas outras tranqueiras que nem me lembro mais. Usava canetinha hidrocor, caneta de 10 cores (hahaha!) e muitos clips de papel de cores fluorescente de plástico e adesivos.

Colava nas páginas aquelas figurinhas do álbum "Amar é..." e escrevia muito.

Passou a fase rebelde e alegre demais, não me lembro se comprei ou se ganhei um caderno igual ao diário que a Helena usava naquela novela do Manoel Carlos "Por Amor", era encapado com tecido, todo chique.

Este diário ainda está em uso, mas não escrevo há muito tempo, muito mesmo. Já tinha iniciado ele com a proposta de escrever só quando precisasse, quando algo muito grande estivesse dentro de mim.

Ele é o mais pesado de todos, as dores foram evoluindo com a idade chegando, mas sempre que leio me faz bem, porque aquilo tudo que está ali registrado fica bem menor com o passar do tempo, muitas vezes ganha até um sorriso durante a leitura, um suspiro satisfeito...

Agora tem esse blog, que pensei que seria mais atualizado, mas percebo que por ser mais íntimo, com reflexões bem pessoais e de assuntos meus, não posso me forçar a escrever. Talvez se eu fosse uma escritora melhor, talvez se precisasse mais desabafar.

Estou com a impressão que já escrevi um post parecido com esse bem no começo do blog. Já foi!





terça-feira, 28 de setembro de 2010

Uma família desmembrada

Não foi a morte e nem a separação.

Na verdade eu não consigo entender o que houve com essa família, porque os membros se desligaram.

Houve sim uma separação, marido e mulher se separam e muitas vezes não se relacionam mais, o que é natural em muitos dos casos.

Não houve traição, não houve violência física, não houve escândalos públicos.

Todo e qualquer amor, afeição e preocupação dos filhos, já adultos, com os pais é nulo. Tudo é muito frio, impessoal, nada familiar. Os pais, por sua vez, não conseguem estabelecer um contato mais amigável com os filhos.

Desde um simples gesto por se importar com a consulta do médico, com o programa de sábado no almoço ou o aniversário. Nada, nenhum movimento de carinho.

E como pode acontecer assim? E toda a história de antes da separação? A consideração.

A sensação que eu tenho é que a separação devia ter ocorrido há 10 ou 15 anos, como não aconteceu o processo de distanciamento se iniciou mesmo assim, ou seja, agora com a separação nada mais há entre os membros da família, só um vazio que incomoda.